quinta-feira, 30 de agosto de 2012

(Repostado) Série Trndade - Resposta aos "adventistas.com" (1ª Parte- Antigo Testamento)


Quem é do Deus da Bíblia? Por que Deus Triúno? Existem três deuses ou um só? Qual a diferença da crença bíblica da trindade e dos conceitos pagãos?
A doutrina de Trindade é a crença em um só Deus que se manifesta em três pessoas, distintas,co-existentes, de forma não hierárquica e eternas, ao contrario de Tríade (nome pagão) que é a crença em três deuses. Nesta série, que se inicia falando do Velho Testamento, o Dr. Rodrigo Silva vem trazendo a público declarações da internet de Ex-Adventistas(frustrados),  que cujo único objetivo é atrapalhar a obra de Deus, e os responde a luz da palavra de Deus e com base na História Moderna, coisa que eles não devem ter conhecimento algum. Em fim esse é um tema muito polêmico pois envolve a reputação de várias pessoas, inclusive do Dr. Rodrigo e da própria IASD, mas que é defendida muito racional e coerentemente pelo Pr. Rodrigo Silva, que é Mestre e Doutor pela PUC-SP, Especialista em Arqueologia Bíblica pela Univesidade Hebraica de Jerusalém além de estudos Pós Doutorais pela Adrews University - Michigan - EUA.

83 comentários:

  1. Olá Maxwell, tudo bem? Meu nome é Carlos.

    Eu gostaria de fazer um comentário a respeito de Deuteronômio 6:4. Para isso, eu gostaria de utilizar o Evangelho de Marcos no capítulo 12. Gostaria de colocar minhas anotações aqui e perguntar para você sua opinião, de maneira amigável poderemos analisar esse assunto. Eu utilizei a Bíblia de Jerusalém nesses estudos.



    Primeiramente, eu gostaria de citar o livro de Deuteronômio:

    “Portanto, ó Israel, ouve e cuida de pôr em prática o que será bom para ti e te multiplicará muito, conforme te disse Iahweh, Deus dos teus pais, ao entregar-te uma terra onde mana leite e mel. Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh! Portanto, amarás a Iahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força. Quando Iahweh teu Deus te introduzir na terra que ele, sob juramento, prometeu a teus pais — Abraão, Isaac e Jacó — que te daria, nas cidades grandes e boas que não edificaste...” Deuteronômio 6:3-5 e 10.

    O capítulo 6 de Deuteronômio afirma:

    - “Iahweh, Deus dos teus pais”

    - “...prometeu a teus pais — Abraão, Isaac e Jacó”

    - “Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh!”

    Quando lemos o contexto do capítulo 6, entendemos que ele quer afirmar que Iahweh é o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Como sabemos, a tradução correta para Deuteronômio 6:4 seria:

    “Ouve, ó Israel: Iahweh é nosso Deus, Iahweh é Um”

    Logo, o Deus dos Patriarcas é uma Pessoa, não duas nem três. Somente um único Ser. Como eu posso ter certeza disso? Vamos perguntar para Jesus sobre quem é o Deus dos Hebreus. Ele responde em João 8:54.

    Jesus respondeu: "Se glorifico a mim mesmo, minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, de quem dizeis: 'É o nosso Deus'.

    Portanto, fica fácil de entender que o Deus dos Patriarcas é o Deus dos Hebreus, Ele é Um, ou seja, O Deus dos hebreus é Uma única Pessoa e o próprio Jesus afirmou que o Deus dos Hebreus é o Seu Pai. Não restam dúvidas de que o Pai de Jesus é o Deus dos Hebreus. Para confirmar que O Deus dos hebreus é uma pessoa distinta de Jesus, basta ler Atos 3:13-15 e Êxodo 3:15, que eu tinha citado antes e vou citar novamente.

    “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou o seu servo Jesus, a quem vós entregastes e negastes diante de Pilatos, quando este já estava decidido a soltá-lo. Vós acusastes o Santo e o Justo, e exigistes que fosse agraciado para vós um assassino, enquanto fazíeis morrer o Príncipe da vida. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos, e disto nós somos testemunhas.” Atos 3:13-15.

    “Disse Deus ainda a Moisés: "Assim dirás aos filhos de Israel: 'Iahweh, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó me enviou até vós. Este é o meu nome para sempre, e esta será a minha lembrança de geração em geração.'” Êxodo 3:15.

    E para confirmar, o próprio Jesus afirma que o Deus dos Patriarcas é uma pessoa distinta dele:

    Quanto aos mortos que hão de ressurgir, não lestes no livro de Moisés, no trecho sobre a sarça, como Deus lhe disse: Eu Sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ora Ele não é Deus de mortos, mas sim de vivos. Errais muito!” Marcos 12:26 e 27.

    Jesus se refere ao Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó em terceira pessoa, e afirma “Ele não é Deus de mortos, mas sim de vivos”. Logo, isso confirma que Jesus não é o Deus dos patriarcas, mas mostra que ambos são dois seres distintos. Interessante que Jesus afirma indiretamente nesse verso que não era Ele (o próprio Jesus) que estava na sarça ardente. O Deus que falou com Moisés não era Jesus, mas era um Ser distinto, ou seja, era outra Pessoa. Lembre-se que o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó é Iahweh, conforme Êxodo 3:15. Lembrando que o Deus dos Patriarcas é uma pessoa distinta da pessoa de Jesus Cristo, conforme Atos 3:13 a 15.

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    1. continuando...

      O Deus dos Hebreus não é uma trindade, mas é uma única pessoa: O Pai de Jesus Cristo.
      “Jesus respondeu: “O primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento, e com toda a tua força. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior do que esses”.” Marcos 12:29-31.

      Interessante notar que no original hebraico, o termo “Senhor” se refere a Iahweh e Jesus disse no original o seguinte: “Ouve, ó Israel, Iahweh é nosso Deus”. Logo, Iahweh é o Deus de Israel e o Deus de Jesus. Quando Jesus disse “nosso” ele estava se incluindo ao grupo de pessoas que possuem Iahweh como seu Deus. Portanto, Deuteronômio 6:4 não pode ser utilizado para embasar a doutrina da trindade, pois o próprio Jesus afirmou que Iahweh é o Seu Deus. Isso é apenas uma leitura cuidadosa do texto. Prestem atenção! E Jesus passa a citar os mandamentos de amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo. Não existe outro mandamento maior do que esses.


      O escriba que conversava com Jesus entendeu que o Mestre entendia que Iahweh era um Ser único, Uma Pessoa e disse?

      “O escriba disse-Lhe: “Muito bem, Mestre, tens razão de dizer que Ele é o único e não existe outro além dEle...” Marcos 12:32.

      O escriba entendeu que Jesus ao citar Deuteronômio 6:4 não estava fazendo uma referência a uma Trindade, mas Jesus se referia a Deus como sendo uma única pessoa. Lembrando que o contexto de Dt 6:4 afirma que Iahweh é o Deus de Abraão, de Isaac e Jacó e que esse Ser é distinto de Jesus (Atos 3:13 a 15).

      Lembrando: Em João 8:54 Jesus afirmou que Seu Pai é o Deus dos Hebreus, logo, o Pai de Jesus é o Deus do escriba "Ele é o único e não existe outro além dele".

      Jesus não discordou das palavras do escriba “tens razão de dizer que Ele é o único e não existe outro além dEle”, mas viu que o escriba respondera com inteligência.

      O escriba respondeu corretamente sobre Deus e sobre o amor a Deus e ao próximo. Jesus, vendo que o escriba estava correto em suas respostas disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”.

      Bom, por enquanto é isso. Espero que você não fique irritado, mas decidi colocar isso aqui para saber sua opinião. Um grande abraço para você e fique com Deus. Espero sua resposta.

      Carlos.

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    2. Eu gostaria de fazer mais uma colocação:

      Para Jesus, quem é o Deus dos Cristãos? Isso pode ser respondido em João 20:17. Os Cristãos possuem um só Deus, não é verdade? (Deuteronômio 6:4 e 1 Coríntios 8:4-6). Mas quem é?

      "Jesus lhe diz: "Não me retenhas pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu Deus e vosso Deus"." João 20:17.

      Jesus afirmou que o Pai de Maria Madalena era o mesmo Pai de Jesus e que o Deus de Maria Madalena era o mesmo Deus de Jesus Cristo. Maria era uma cristã, logo o Deus e Pai dos cristãos é o mesmo Deus e Pai de Jesus Cristo. É isso o que o verso afirma. Qual sua opinião sobre isso?

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    3. João 20:17 é um verso muito esclarecedor. Jesus afirmou que Seu Pai é o Pai dos Cristãos e que Seu Deus é o Deus dos Cristãos. O Deus e Pai de Jesus é o Deus e Pai de um Cristão. Quando o apóstolo Paulo afirma:

      "Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus." 1 Timóteo 2:5.

      O termo "um só" é aplicado a uma pessoa única. O verso diz: "um só Mediador". Quantos Mediadores existem? Apenas um. O Mediador é uma única pessoa, um Ser somente. Esse termo "um só" é aplicado a Jesus Cristo.

      Se "um só Mediador" é Cristo Jesus, um ser pessoal, uma única pessoa, logo as palavras "um só Deus" e referem a um Ser pessoal e único. Elas se referem a um Deus Pessoal, uma única Pessoa distinta do Mediador.

      1 Timóteo 2:5 é muito claro em afirmar que o único Deus é distinto do único Mediador entre o único Deus e os homens. O Ser chamado de "um só Deus" é o Pai de Jesus Cristo. Como sabemos disso? Veja o seguinte verso:

      "Diz-lhe Jesus: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim."" João 14:6.

      Jesus é o Mediador entre o Pai (um só Deus) e os homens, conforme João 14:6 e 1 Timóteo 2:5.

      Portanto, temos o seguinte em 1 Timóteo 2:5:

      Um só Deus = Uma única Pessoa = O Pai de Jesus

      Um só Mediador = Uma única Pessoa = Jesus Cristo




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    4. O apóstolo Paulo segue o mesmo raciocínio das palavras de Jesus em João 20:17.

      "Jesus lhe diz: "Não me retenhas pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu Deus e vosso Deus"." João 20:17.

      Jesus afirmou que o Pai de Maria Madalena era o mesmo Pai de Jesus e que o Deus de Maria Madalena era o mesmo Deus de Jesus Cristo. Maria era uma cristã, logo o Deus e Pai dos cristãos é o mesmo Deus e Pai de Jesus Cristo. É isso o que o verso afirma.

      Em 1 Coríntios 8:5-6 Paulo afirma quem é o Deus dos Cristãos.

      "Se bem que existam aqueles que são chamados deuses, quer no céu, quer na terra — e há, de fato, muitos deuses e muitos senhores —, para nós, contudo, existe um só Deus, o Pai, de quem tudo procede e para quem nós somos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem tudo existe e por quem nós somos."

      Paulo afirma no verso 5 que tanto no céu como na terra existem seres que foram chamados de "deuses". Em João 10 homens são chamados de deuses. Comparando Hebreus 2:7 com Salmo 8:5 os anjos são chamados de deuses. O próprio Jesus foi chamado de Deus na Bíblia.

      O verso 6 afirma:

      "para nós, contudo, existe um só Deus, o Pai, de quem tudo procede e para quem nós somos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem tudo existe e por quem nós somos."

      O "Nós" se refere aos cristãos. João 20:17 afirma que o Deus e Pai de Jesus é o Deus e Pai dos Cristãos, lembram? Mas vamos analisar mais o que Paulo afirmou.

      O termo "um só" refere-se a uma única pessoa. Logo, quando é afirmado que "existe um só Deus, o Pai" Isso significa que o Pai é uma única pessoa e esse Pai é o Deus e Pai de Jesus Cristo e dos Cristãos, conforme João 20:17.

      "existe um só Senhor, Jesus Cristo". Cremos que Jesus é uma única pessoa e, assim, o termo "um só" se refere a um único Ser pessoal. Logo, quando o termo "um só" é aplicado a Deus, entendemos que Deus é um Ser Pessoa, uma pessoa somente.

      Conforme 1 Coríntios 8:6 e João 20:17, para os cristãos há um só Deus, o Pai. O Pai é o Pai de Jesus e o nosso Pai. Esse Pai é o Deus de Jesus e também é o nosso Deus, conforme João 20:17.

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  2. Achei estranho essa interpretação sobre a palavra "Elohim". Vejam, o judaísmo é extremamente monoteísta e você não vai encontrar nenhum judeu que afirme que Gênesis 1:1 pode ser lido com a palavra "Deuses". Isso sim é politeísmo. É diferente de "pessoas", mas se interpretar dessa forma, então seriam "deuses" e não há como negar que isso é politeísmo.

    Porém, esse argumento de que Elohim significa "deuses" gera uma grande contradição nos primeiros versos de Gênesis. Vejam:

    "No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas." Gênesis 1:1-2. Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

    Vamos substituir a palavra "Deus" por "Deuses"? Vamos.

    "No princípio criou Deuses os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deuses se movia sobre a face das águas." Gênesis 1:1-2.

    O pensamento é o seguinte. Quando eu digo: "No princípio criou Deuses os céus e a terra" os trinitarianos vão dizer: "Bom, aqui está a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo". Bom, se você aceita essa leitura desse verso com a palavra "deuses" então você acaba de admitir que são três deuses. Não como fugir.

    O Segundo Ponto: Vamos ler o verso 2:

    "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deuses se movia sobre a face das águas." Gênesis 1:2.

    Se no verso 1 "Deuses" se refere a Trindade, então acabamos de colocar mais uma pessoa na Trindade chamada de "O Espírito de Deuses" ou seja, o Espírito do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quatro seres agora.

    Tradicionalmente, qualquer pessoa que vai ensinar a Trindade ensina que o Espírito Santo está em Gênesis 1:2 e que Ele é o Espírito do Pai do verso 1. Mas com essa nova interpretação do Sr. Rodrigo Silva, já não é mais possível afirmar isso.

    Existem mais motivos, mas esse é um motivo muito bom para não acreditar que Elohim seja traduzido por "Deuses" para o Deus do Cristianismo.

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    1. Interessante que Ananias foi enviado pelo Senhor até Paulo. Veja esse relato:

      "Certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei, de quem davam bom testemunho todos os judeus da cidade, veio ter comigo. De pé, diante de mim, disse-me: 'Saul, meu irmão, recobra a vista'. E eu, na mesma hora, pude vê-lo. Ele disse então: 'O Deus de nossos pais te predestinou para conheceres a sua vontade, veres o Justo' e ouvires a voz saída de sua boca." Atos 22:12-14.

      Ananias era um homem fiel. Ele sabia que o Ser chamado "O Deus de nossos pais" era um Ser distinto do Justo, que é Jesus. Isso também é confirmado em Atos 3:13-15. O Deus de nossos pais é o Deus de Deuteronômio 3 a 5 e 10. O Deus de nossos pais é o Deus dos Hebreus e Pai de Jesus, conforme João 8:54.

      Isso é mais uma prova que Deuteronômio 6:4 refere-se ao Deus dos Hebreus - o Pai de Jesus Cristo.

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  3. As palavras para Deus que são utilizadas na Bíblia são:

    Hebraico - Elohim

    Grego - Theos

    Certo?

    Para confirmar que o Elohim de Gênesis 1:1 é o Pai de Jesus Cristo e uma pessoa distinta de Jesus, vamos ler Atos 17:24 junto com Mateus 11:25.

    "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas." Atos 17:24.

    Eu poderia trocar Deus por Elohim, certo?

    "O Elohim que fez o mundo e tudo o que nele existe, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas." Atos 17:24.

    Esse verso está fazendo referência ao Elohim de Gênesis 1:1. O Elohim que fez o mundo é o Senhor do céu e da terra. Jesus chamou alguém assim. Da mesma maneira, vejam:

    "Por esse tempo, pôs-se Jesus a dizer: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos." Mateus 11:25.

    Elohim é o criador do mundo e de tudo o que existe nele. Elohim é o Senhor do céu e da terra. Jesus disse que o Senhor do céu e da terra é o Seu Pai.

    Logo, O Pai de Jesus Cristo é o Elohim de Gênesis 1:1.

    Para confirmar que o Elohim de Atos 17:24 é uma pessoa distinta de Jesus Cristo, vamos ler o verso 24 e os versos 30 a 31 de Atos 17.

    "O Deus [Elohim] que fez o mundo e tudo o que nele existe, o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas." Atos 17:24.

    "Por isso, não levando em conta os tempos da ignorância, Deus agora notifica aos homens que todos e em toda parte se arrependam, porque ele fixou um dia no qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos". Atos 17:30 a 31.

    Vejam, o Elohim que criou o mundo e tudo o que existe nele (Gênesis 1:1) é o Senhor do céu e da terra (Atos 17:24) e Pai de Jesus Cristo (Mateus 11:25).

    Elohim fixou um dia no qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Esse homem é Jesus Cristo.

    Logo, o Elohim de Gênesis 1:1 é o Pai de jesus Cristo.

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  4. Antes de prosseguimos quero que você responda quem é Jesus e de onde ele veio a partir da sua resposta comentaremos a respeito.

    Por favor um portador da verdade não tem o que temer identifique-se por favor se não, não continuaremos a conversar.


    Abraços em Cristo Jesus!

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  5. Olá Maxwell, tudo bem? Na verdade, eu me identifiquei nos meus comentários, eu me chamo Carlos, e isso está no meu primeiro comentário. Primeiramente, gostaria de dizer que não faço parte de nenhum grupo que saiu da Igreja Adventista e não apoio o site adventistas.com. Se coloquei anônimo é porque não possuo nenhuma conta ou blog, não foi porque estou temendo alguma coisa. Pelo contrário, estou bem tranquilo em meus estudos. Mas meu nome está lá, no primeiro comentário. Não tenho o que temer, estou apenas buscando a verdade, de forma sincera, e não tenho medo se isso for contra os ensinamentos da Igreja.

    Eu entendo seu comentário ao falar sobre Jesus. Sim, eu sei que você acredita que Jesus é a Segunda Pessoa da Trindade. E que Jesus deve estar incluído na Trindade em Deuteronômio 6:4. Porém, peço a você que leia todos os meus comentários e você verá que Jesus não está incluído na Divindade. A Bíblia afirma que Deuteronômio 6:4 mostra que o Deus desse verso é o Deus dos Patriarcas, e como mostrei Jesus é um Ser Separado do Deus dos Hebreus, mesmo em seu estado glorificado (Deuteronômio 6:3-5 e 10 com Atos 3:13-15.)

    Primeiro: Não acredito que Jesus é o Deus dos Patriarcas, pois Ele mesmo afirma quem é o Deus dos Hebreus, o Seu Pai - conforme João 8:54. Jesus ao comentar Deut. 6:4 mostra que Ele estava se referindo apenas a um Ser (Leia Marcos 12:28-32).

    Segundo: Acredito que Jesus possui um Deus, mesmo em seu estado glorificado (Apocalipse 3:12) e esse Deus é o Deus e Pai de Jesus e esse Deus é o Deus e Pai dos Cristãos, conforme João 20:17.

    Terceiro: Paulo afirmou que muitos foram chamados de deuses, quer no céu e na terra. Leia 1 Coríntios 8:5-6.

    No céu, o próprio Jesus foi chamado de Deus.

    Anjos foram chamados de deuses, se você comparar Hebreus 2:7 com Salmos 8:5 e 6.

    Na terra, temos seres humanos sendo chamados de deuses, conforme João 10:34. E também temos vários ídolos pagãos que foram chamados de deuses.

    Mas Paulo afirma que mesmo que todos esses seres foram chamados de deuses, para os cristãos, existe um só Deus, o Pai. Esse Pai é o Pai de Jesus Cristo, O Deus dele e dos cristãos (João 20:17). Esse ser "um só Deus, o Pai" é distinto de Jesus Cristo, conforme 1 Coríntios 8:6).


    Outro ponto: Jesus é o Filho de Deus, teve sua origem no Pai. Ele recebeu a vida do Pai.

    O Pai possui vida em si mesmo. Jesus recebeu essa vida de Seu Pai, conforme João 5:26. A vida de Jesus é anterior a seu estado de encarnação, logo, o momento em que Jesus recebeu a vida em si mesmo de Seu Pai foi antes da encarnação. A vida de Jesus é derivada de Seu Pai.

    E não estou sozinho nisso. Seria interessante você ler um artigo que fala sobre a crença de Tertuliano sobre Jesus. Ele não era um trinitariano os de hoje em dia. Sua crença era que o Filho era uma derivação do Pai. Portanto, dizer que Tertuliano acreditava na Trindade que a Igreja ensina em nossos dias não é verdade.

    http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=383

    Justino, o Martir também acreditava de forma parecida:

    http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=475




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    1. "Eu vivo pelo Pai" João 6:57. Esse é um verso interessante. A palavra "pelo" significa também "por causa". Ou seja, Jesus vive por causa do Pai. A vida de Jesus foi causada pelo Pai. O Pai é a causa da vida de Jesus. Lembrando, que a vida de Jesus é muito anterior a sua encarnação.

      "Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa." João 6:57 - Nova Versão Internacional.

      Veja a relação.

      Jesus vive. Ele possui vida. Qual é a causa disso? O Pai, foi o Pai Quem deu a Vida a Jesus.

      A mesma coisa é com seus discípulos. Os discípulos vão receber vida eterna. Eles não a possuem, mas vão receber por causa de Jesus.

      Logo, da mesma maneira, antes do Pai ter dado Vida a Jesus, o Filho de Deus não possuía vida. Logo, o Pai é o Doador da Vida do Filho, vida essa que já existia antes da encarnação de Jesus. Jesus possui um começo, e esse começo foi quando o Pai deu Vida ao Filho.

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    2. Jesus é o Filho Unigênito de Deus antes de vir a Terra. Deus enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, ou seja, Deus possuía um Filho Unigênito para enviar ao mundo.

      "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. " João 3:16 e 17.

      "Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus." João 3:18.

      "Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."

      Os versos afirmam que Deus possuía um Filho Unigênito para enviar para a Terra para salvar a humanidade de seus pecados. A palavra "Unigênito" significa "único gerado". Logo, Jesus é o único Filho gerado de Deus. Deus o possuía no céu e o enviou a Terra. Logo, o Filho de Deus possui um começo no céu, muito tempo atrás, muito antes de sua encarnação.

      continua...

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  6. Você pode afirmar: Unigênito é a palavra grega "monogenés" que significa "único de sua espécie". Como você pode afirmar que "unigênito" significa "único gerado"?

    Vamos deixar que a Bíblia explique o significado da palavra grega. Ela ocorre em João 1:14; João 3:16 e 1 e 1 João 4:9, todas essas passagens se referindo a Jesus. Porém, essa palavra não foi usado somente para Jesus no Novo Testamento. Vamos ver outros casos em que a palavra "monogenes" aparece no Novo Testamento.

    "Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela." Lucas 7:12.

    "porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia." Lucas 8:42.

    "Um homem da multidão bradou: Mestre, rogo-te que dês atenção ao meu filho, pois é o único que tenho." Lucas 9:38.

    Nos versos acima, a palavra grega "monogenes" possui um significado claro envolvendo origem, nascimento e não simplesmente "único de sua espécie". Será que Lucas não sabia que os pais e os filhos são da mesma espécie? Lógico que ele sabia. Logo, o significado de "monogenes" não pode ser esses nos versos bíblicos. Essas crianças eram os únicos filhos gerados dessas pessoas. De acordo com a concordância de Strong, a palavra "monogenes" é composta por duas palavras "monos" e "ginomai" . Monos - único e "Ginomai" - nascer. Logo, essa palavra significa "único nascido" e é exatamente isso o que esses versos significam. Logo, a própria Bíblia explicou que a palavra "Monogenes" signfica "Unigênito" ou seja, "único gerado".

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  7. Existe mais um argumento que pode ser usado contra o fato de monogenes significar "único gerado". Ele se encontra no texto de Hebreus 11:17. Vamos ler:

    "Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas" Hebreus 11:17.

    "Ora, como "monogenes" pode significar "único gerado" se Abraão possuia mais filhos? Isaque não pode ter sido o filho unigênito de Abraão, pois o patriarca possuiu mais filhos durante sua vida."

    Esse argumento é utilizado para tentar negar que a palavra "monogenes" significa "único gerado". Porém, quem fez esse argumento se esqueceu que Isaque é realmente o filho unigênito de Abraão e Sara. Eles tiveram apenas um filho, nenhum mais. Isaque era o filho unigênito da promessa. Deus prometeu apenas um único filho a Abraão com sua esposa Sara. Logo, podemos afirmar com certeza que Isaque é o filho unigênito de Abraão, pois ele teve somente um filho com sua esposa Sara.

    Pense comigo, se em todos esses versos que eu citei, a palavra "monogenes" significa "único gerado", então por que então quando a palavra "monogenes" se refere a Jesus ela deve possuir um significado diferente? O fato é que Jesus já era o único Filho gerado de Deus antes de sua encarnação. É dessa maneira que eu acredito.

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  8. Olá Maxwell, eu escrevi o que você me pediu. Aguardo sua resposta e também gostaria de uma resposta sua sobre as explicações que eu coloquei em meus outros comentários, mostrando que o Deus dos Patriarcas é o Pai de Jesus Cristo.

    Um forte abraço e fique com Deus!

    Carlos.

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  9. Amigo nesse rítimo precisarei de umas duas semanas pra te responder pois voce não fez um pergunta específica voce fez uma tese... podemos debater verso a verso, assunto à assunto... via ficar mais didático e se realmente voce tem dúvidas creio que será melhor assim.... se não vai ficar parecendo que vc só que é impor a sua doutrina e não esclarecer dúvidas... sendo o seu o primeiro caso nossa conversa será vão!


    Abraço!!

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    1. Olá Maxwell, tudo bem? Podemos analisar verso por verso, por mim sem problemas. Bom, concordo que escrevi bastante, mas além do que eu havia escrito antes, você também pediu para que eu explicasse sobre a minha visão sobre Jesus. Não quero impor o que penso, como se sua opinião não importasse, pelo contrário, gostaria de falar sobre esse assunto com alguém que estude a Bíblia, ou seja, gostaria da sua opinião, e se eu estiver errado, eu gostaria que você me corrigisse. Não gostaria de permanecer em algum ensinamento errado. Quero analisar as duas visões de crenças. Seria legal se um de nós dois citasse um verso e ambos pudessem comentar sobre o mesmo, creio que seria melhor assim mesmo. Bom, vamos continuar mantendo contato. Um abraço pra ti fique com Deus.

      Carlos.

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  10. "Em Tito 2:13, temos uma bem conhecida e muito interessante referência a Deus. Citaremos o contexto mais amplo dos versos 11-14: "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-os para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do NOSSO GRANDE DEUS E SALVADOR CRISTO JESUS, o qual a Si mesmo Se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras" (CAPS ACRESCENTADO)

    A frase-chave envolvendo a divindade de Cristo é: "manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". A questão fundamental é: a expressão "grande Deus" se refere a Cristo ou a Deus Pai?

    Podemos encontrar a resposta para essa pergunta através da explanação da gramática empregada pelo apóstolo Paulo. No grego original, a expressão "nosso grande Deus" possui um artigo definido e a expressão "Salvador Cristo Jesus" não o possui. Assim, os leitores poderiam indagar: o que existe de tão significativo em relação a um artigo? A resposta a esta pergunta revela-se grandemente esclarecedora.

    A gramática grega possui uma conhecida regra, formulada por Granville Sharp nos idos de 1798. A regra, em termos simples, declara que, quando uma conjunção tal como “e” (Kai, em grego) conecta dois substantivos do mesmo caso gramatical (ambos se encontram no caso genitivo, o caso da propriedade), e um “artigo definido precede o primeiro substantivo e não é repetido antes do segundo substantivo, o último (o segundo substantivo) sempre se refere à mesma pessoa expressa ou descrita pelo primeiro substantivo” (Metzger, pág. 79)

    Portanto, a expressão “Salvador Cristo Jesus” certamente se refere a “nosso grande Deus”, o que correta a tradução empregada pela Versão Almeida Revista e Atualizada, “nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”. Dito em termos mais claros, o “Salvador Cristo Jesus” é o “grande Deus”.

    Mais que isto, devemos destacar que Tito 2:13 não é o único momento em que um escritor bíblico emprega esse tipo de gramática e terminologia. Em II Pedro 1:1, temos uma expressão muito parecida: “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo”.

    Bruce Metzger sintetiza o argumento: “Tudo o que tem sido escrito [em relação a Tito 2:13], incluindo-se o juízo das autoridades gramaticais citadas...aplica-se de modo igualmente apropriado à correta interpretação de II Pedro 1:1. Portanto, neste verso também existe uma expressa declaração da divindade de Jesus Cristo, “... nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (ibid.).

    WHIDDEN, Woodrow; MOON, Jerry; REEVE, Jonh W. A Trindade. Tauí: Casa Publicadora Brasileira, 2003, p. 43-44

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    1. Olá Oliver Schultes, tudo bem? Bom, você citou um texto do livro A Trindade. Eu gostaria de responder com uma citação de um texto também.

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    2. Unitarismo Bíblico - Escrito por Valdomiro

      http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=138

      Tt. 2.13
      Postado por Valdomiro

      Tt. 2.13 – Precisamos saber porque ele foi traduzido “aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,” e 2 Ts.1.12, que tem igual construção em língua grega foi traduzido por “a graça de nosso Deus e DO Senhor Jesus Cristo” (destaquei). O texto original de Tt. 2.13, pode tranquilamente e corretamente ser traduzido por “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento do grande Deus e DO nosso Salvador Jesus Cristo“.

      A própria versão católica (religião berço da formulação do trinitarismo cristão), conhecida como a Bíblia Pão Nosso, da Editora Vozes em conjunto com a Editora Santuário, verteu assim o verso de Tt. 2.13:

      “Aguardando nossa esperança feliz e a vinda gloriosa do grande Deus e do Salvador nosso, Jesus Cristo.”,

      e não foi a única tradução a fazer a distinção, a Bíblia do Peregrino, também católica, verteu:

      “Esperando a promessa feliz e a manifestação da glória do nosso grande Deus e do nosso Salvador Jesus Cristo.”

      Ou seja, imparcialmente até mesmo um trinitariano traduzirá Tt. 2.13 como se traduz II Ts. 1.12. Deve-se levar em consideração que o fato de outros versos como II Ts. 1.12 que tem a mesma construção apresentarem preposição na versão para nossa língua é digno de nota, por mostrar a desuniformidade das traduções que, consequentemente, terminam por influenciar, de uma forma ou de outra, o entendimento dessas passagens bíblica entre nós. Talvez se pergunte: Por que não usar os dois sem preposição ao invés de ambos com preposição já que o grego permite? A resposta é simples. Além do respeito ao modo de escrever de Paulo que sempre faz distinção clara entre Jesus e Deus como sendo seu Pai, precisamos lembrar que o uso da preposição em grego é diferente do de nossa língua, bem como o artigo. Na verdade, quando estamos falando de ausência da preposição em português, nessas passagens, estamos falando de ausência do artigo grego. Ambos os substantivos, “Deus” e “Jesus” estão no genitivo, mas apenas “Deus” está com artigo. Nesse caso temos “do Deus” por causa do artigo e “de Jesus” pela ausência do artigo, se tivesse artigo seria “do Jesus”, construção possível em grego, mas não usual em português. Também não é usual dizermos, mesmo tendo o artigo “do Deus”, como não é usual dizermos “de Senhor Jesus”, mesmo sem o artigo, mas “de Deus” e “do Senhor Jesus Cristo”. Assim, nas traduções indicadas, nada foi acrescentado, apenas traduzido. A prova disso é o testemunho de muitas passagens bíblicas com construções anartas1: At. 15.11, Rm. 1.7, I Co. 1.3, II Co. 1.2, Ef. 1.2, Fp. 1.2, Cl. 1.2, I Ts. 1.1, II Ts. 1.2, I Tm 1.1,2, I Tm. 5.21, Tt. 1.4, Fl. 1.1, Tg. 1.1, II Jo.1.3. Quando se usa a expressão “Senhor Jesus Cristo” quase sempre é sem artigo no NT grego, e todos eles são traduzidos, de fato, “do Senhor Jesus Cristo”. Se compararmos esses versículos com Tt. 2.13 a única diferença é o troca da palavra “Senhor” por “Salvador” que, em termos gramaticais, não munda absolutamente nada. Assim, ou se concorda e considera todos esses versos com mesma tradução, por trato de uniformidade e é este, realmente, o entendimento que naturalmente se tem dos textos, ou se força a tradução em cima de Tt. 2.13 para dar margem ao dogma da trindade.

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    3. Neste ponto, vale a pena abrir um espaço para comentar uma regra elaborada por Granville Sharp, criada sobre substantivos anartros, justamente pela referência que muitos fazem de Tt. 2.13 com a invocação dessa regra, e que termina por revelar a parcialidade de certos gramáticos e como estes influenciam muitos estudantes da Bíblia.

      Granville Sharp (1735 a 1813) foi um filantropo inglês, defensor da abolição da escravatura, com inúmeros trabalhos escritos tanto cristãos como relacionados aos direitos humanos. Um homem notável. Sua dedicação e fé o levou a estudar o grego procurando provas da deidade de Jesus. Era um teólogo não acadêmico. Ao se deparar com Tt. 2.13, ele percebeu que na redação do versículo poderia haver um padrão de escrita que talvez pudesse ser usado como elemento comprobatório de que os antigos cristãos entendessem Jesus como sendo o próprio Deus. O grande problema de Sharp foi o de considerar as milenares gramáticas da língua grega vencidas e insuficientes para satisfazer o desejo de ver na Bíblia alguma prova incontestável da deidade de Jesus, então, resolveu, ele mesmo, criar regras gramaticais. O resultado foi a produção de seis enunciados, envolvendo o estudo dos substantivos articulados, conhecidos como o cânon de Sharp. Embora as ideias de Sharp a esse respeito já sejam conhecidas a uns 200 anos, suas conclusões não tem sido usadas para a produção de novas traduções da Bíblia; atribui-se isso a influência de Georg Benedict Winer2 que discordava de suas compreensões e foi gramático influente. Mas, na verdade, como veremos, Granville Sharp produziu um terreno de areias fofas e o chamaram de regra, e, foi isso percebido por inúmeros estudiosos do assunto que veem no enunciado do filantropo algumas dificuldades que inviabilizam sua aplicação sem riscos de desvio exegético, mesmo que favorecendo a ortodoxia doutrinária, dentre eles se pode notar Calvin Winstanley que, além de contemporâneo de Sharp, também era ortodoxo trintário e, no entanto, refutou a requerida infalibilidade de regra sugerindo inclusive seu abandono para fins de prova da deidade de Cristo. Ele reconhecia que uma regra de gramática que era verdade, não dentro da língua grega ou em toda Bíblia, mas somente no Novo Testamento, e ainda assim somente em determinadas circunstâncias, era demasiado frágil para se tentar provar a deidade de Cristo.

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    4. Alguns atanasianos invocam a primeira regra objetivando legitimar a crença trinitária, informando que é uma regra básica usada por estudantes iniciais da língua grega. A regra diz que: “Quando a copulativa KAI liga dois substantivos do mesmo caso, se o artigo HO, ou qualquer dos seus casos, precede o primeiro dos referidos substantivos ou particípios, e não é repetido antes do segundo substantivo ou particípio, diz respeito este último sempre a mesma pessoa que está expressa ou descrita pelo primeiro substantivo ou particípio.: isto é, denota além disso a descrição da primeira pessoa que recebeu a especificação”3. Ela parece se encaixar como uma luva na construção gramatical de Tt. 2.13, mas você perceberá que na verdade foi criada praticamente olhando somente para Tt. 2.13, ou a alguma referencia parecida e desprezou-se o restante do NT, de modo que a regra está mais para um artifício gramatical.

      Observe Tt. 2.13 “τοῦ μεγάλου Θεοῦ καὶ σωτῆρος ἡμῶν Ἰησοῦ Χριστοῦ” (TOU megalou Theou KAI sôtêros hemôn Iêsou Christou).

      Estão ai presentes os pressupostos; o artigo “τοῦ” (TOU), que é a forma genitiva do “HO”, e a copulativa “καὶ” (KAI) separando substantivos no mesmo caso grego. Por essa regra será que teríamos inquestionavelmente a tradução: “do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”, dando a ideia de se referir a mesma pessoa ou mesmo ser? Será que essa regra é realmente válida se considerarmos os textos bíblicos?

      O fato é que a exegese é um campo difícil, principalmente quando falamos em termos gramaticais gregos. Visto que os escritores do N.T eram judeus não podemos cobrar deles erudição na escrita, mas o uso dos elementos básicos de comunicação, pois não era sua língua pátria ou ainda considerar que às vezes o autor ditava e a escrita ficava a cargo de um amanuense. O enunciado de Sharp é chamado de regra, mas penso que, REGRA significa algo que sempre acontece quando há condições semelhantes, infelizmente não é o caso do enunciado do gramático, a não ser que se descarte propositalmente todas as exceções. O texto trazido em nossas Bíblias é apenas uma possibilidade de tradução, porém não por causa da regra, mas por causa do texto associado a opção do tradutor. Será mostrado, mais a frente, que não há base sólida na Regra de Sharp.

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    5. Como estamos falando de tradução e exegese, precisamos considerar o modo de como o escritor sagrado, no caso Paulo, apresenta Deus e Jesus, e ele o faz em abundantes passagens com distinção. Além disso o próprio Paulo usa a partícula KAI entre substantivos, nas condições abrangidas pela Regra, sem que esses substantivos sejam exatamente a mesma coisa ou pessoa, e, curiosamente tanto os tradutores quanto os gramáticos, além de não tentarem justificar ou desfazer, entendem que, de fato, não são a mesma coisa ou pessoa, pois na realidade não são, e, o que é melhor, essa identificação está ao alcance de todos nós, em especial ao estudante da Bíblia mais atento, por exemplo: Ef. 2.20: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas” – “ἐπὶ τῷ θεμελίῳ τῶν ἀποστόλων καὶ προφητῶν” (epi tô[i] Themeliô[i] TON apostolon KAI profêtôn), naturalmente não se pode admitir iguais apóstolos e profetas, pois muitos sequer viveram na mesma época. E o próprio NT diz que o Senhor deu: “… outros para pastores e mestres” (τοὺς δὲ ποιμένας καὶ διδασκάλους) – Ef. 4.11, mostrando que são distintos.

      At. 17.18 “τῶν Ἐπικουρείων καὶ Στοϊκῶν” (TÔN Epicureiôn KAI Stoikôn) Evidentemente Estóicos e Epicureus não eram os mesmos filosófos.

      II Co. 10.1 “τῆς πραΰτητος καὶ ἐπιεικείας τοῦ Χριστοῦ” (TÊS prautêtos KAI epieikeías tou Chistou), Paulo, nitidamente, não pretendeu dizer que mansidão e benignidade fossem uma só qualidade de Cristo.

      I Ts. 2.12 “εἰς τὴν ἑαυτοῦ βασιλείαν καὶ δόξαν” (heis TEN heautou basileian KAI doxan), também reino e glória não são coisas iguais.

      Ef. 3.18 “τί τὸ πλάτος καὶ μῆκος καὶ βάθος καὶ ὕψος” (ti TO platos KAI mêkos KAI bathos KAI hypsos) não há dúvidas que há distinção entre “largura”, “comprimento”, “altura” e “profundidade”.

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    6. Não é somente em Paulo que vemos não ser válida a regra de Sharp, pois nos evangelho também encontramos situações em que a “regra” não se aplica. Mt. 21.12 “ἐξέβαλεν πάντας τοὺς πωλοῦντας καὶ ἀγοράζοντας ἐν τῷ ἱερῷ” (ekebalen pantas tous pôlountas kai agorazontas en tô hierô), certamente “vender” e “comprar” não são a mesma coisa.

      Entender Tito 2.13, como se estivesse falando da mesma pessoa (Essência, divindade, etc.) só se admite quando já se crê de antemão nisso, não que o texto grego, por si só, o indique, caso contrário, nos exemplos citados; “apóstolo” e “profeta” seriam a mesma coisa, de igual modo “reino” e “glória”, também “largura”, “comprimento”, “altura” e “profundidade”, dentre outros, posto que a regra de Sharp “determina” isso.

      A regra elaborada pelo estudioso, como se vê, não dá apenas uma segurança aparente ao estudante da língua grega, e, embora seja trinitariano termina, também, por contrapor um outro versículo muito usado pelos defensores dessa doutrina que é Jo. 20.28, pois lá lemos, em grego: “ὁ κύριός μου καὶ ὁ θεός μου”, a frase muito lida mas pouco estuda: “Senhor meu e Deus meu” é o oposto do determinado pela regra de Sharp, ou seja, por sua regra este não se refere ao mesmo ente. Essa ideia está ratificada em sua sexta regra: “E, como a inserção da copulativa KAI entre substantivos do mesmo caso, sem artigos, indica que o segundo substantivo exprime uma outra pessoa, coisa, ou qualidade, a partir do substantivo anterior, assim, de igual modo, o mesmo efeito copulativo quando cada um dos substantivos é precedido de artigos.”, e ele cita como apoio a essa regra as ocorrência contidas em Jo. 1.17, Jo. 2.22, Jo. 11.44, Cl. 2.2, II Tm. 1.5, I Pd. 4.11. De modo que, tanto pela primeira regra de Granville Sharp, quanto pela sexta regra, Jo. 20.28 não se refere a mesma pessoa ou ser, curiosamente se coloca esse verso de João com exceção às regras que definem o entendimento sobre Tt. 2.13. Mas, só para, humildemente, mostrar que ao menos essas duas regras de Sharp não servem nem para uma coisa, nem para outra, seria oportuno lermos Ap. 2.26 “Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações” que apresenta “καὶ ὁ νικῶν καὶ ὁ τηρῶν” (KAI HO nikôn KAI HO têrôn), não como pessoas diferentes, mas o mesmo indivíduo. Todos individualmente têm que “Vencer” e “Guardar”. O mesmo precisará ser VENCEDOR e GUARDADOR.

      Ao que parece Sharp estava procurando um meio de legitimar sua própria crença preexistente, e criou regras que, olhando para os versículos citados, parecem não ter apoio pleno das escrituras. Assim, sugere-se ao leitor que antes de tomar como base as regras desse ilustre gramático, se detenha, como sempre tenho insistido e mostrado, ao contexto amplo das escrituras para poder firmar seu entendimento.

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    7. Recentemente Sharp ganhou um defensor de peso, o Dr. James R. White. Ele escreveu um artigo4 defendendo a “infalibilidade” da regra de Sharp, embora se saiba que há gramáticos e estudiosos trinitaristas e unitaristas como Calvin Winstaley, representante do primeiro grupo, e Andrews Norton, representante do segundo, que não concordam com infalibilidade ou mesmo validade da dita regra.

      O próprio James White registra que além de não ser aceita por todos os peritos em grego há, ainda, gramáticos que mesmo concordando com ele, tem definições diferentes de sua regra. A esse respeito respeito ele diz: “… para minha surpresa, eu descobri que nenhuma destas definições, mesmo a de Dana e Mantey, refletem com exatidão o que Granville Sharp realmente disse ou quis dizer”5, ou seja, a regra de Sharp é tão polêmica e sujeita a nuances que mesmo os gramáticos não captaram, conforme afirma James White, com exatidão a ideia que se atribui ao estudioso.

      Segundo White, Sharp determinou que “Quando um kai copulativo conecta dois nomes do mesmo caso [ou seja nomes (tanto substantivo ou adjetivo ou particípio) de descrição pessoal, a respeito de ofício, dignidade, afinidade ou conexão e atributos, propriedades ou qualidades, bom ou mal,] se o artigo ho, ou qualquer um de seus casos, preceder o primeiro dos distos nomes ou particípios, e não for repetido antes do segundo nome ou particípio, o último sempre se relaciona à mesma pessoa que é expressa ou descrita pelo primeiro nome ou particípio: isto é, ele denota uma maior descrição da primeira pessoa nomeada” (site idem). Obs.: Aqui não se sabe se os colchetes e parênteses, também são de Graville Sharp. A redação indicada por White, no que difira da de Dana & Mantey, não é suficiente para mudar o argumento contrário à regra.

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    8. Curiosamente White diz que “essa regra não possui exceção”, mas não é isso que os próprios textos gregos, como vimos, mostraram. Na verdade, ele mesmo se encarrega de informar as restrições da dita “regra”, pois avisa de antemão que em uma frase toda de acordo com a “regra” se aparecerem nomes próprios, então, ela não se aplica. Isso é uma típica exceção à definição “Quando um kai copulativo conecta dois nomes do mesmo caso”. Mas, não se aplica por uma questão óbvia; ela seria uma proposta esdrúxula em determinadas ocorrências! Veja um exemplo prático: Se disséssemos levando em conta as informações contidas no N.T, em grego: “O Paulo e negador Pedro”. A palavra “negador” está indubitavelmente associada a Pedro e jamais inferiríamos que Paulo e Pedro fossem um único “negador”. A questão é clara quando há nomes próprios, e, clara também é a impossibilidade da regra, por isso, de cara, o defensor dela exclui a exceção para começar a construir uma regra “sem” exceções. O problema é que se disséssemos “O Deus e Salvador Jesus”, construção idêntica, Sharp teria pretendido reconhecer ai uma identidade: Jesus como sendo Deus e Salvador, mas nesse caso Pedro também seria Paulo, que também seria “negador”. Pela flagrante fragilidade da regra é que se exclui os nomes próprios, embora que o próprio nome JESUS, em Tt. 2.13, é um nome próprio, mas nesse caso ele seria considerado fora do escopo da regra, embora pertencente a frase em que a regra seria aplicada. Outra necessidade é a de considerarmos “Deus” ali como título e não como substituto indicativo do nome do Pai, como se vê, por exemplo, em Jo. 8.42 “Se Deus (Iahweh) fosse o vosso Pai”. Mas não para por ai. Outras exceções precisam ser elencadas e desconsideradas para que os ditos de Sharp, nos moldes propostos por White, possam ter “validade”.

      Outra construção de exceção à regra é quando houver plurais, ou seja, mesmo que todos os requisitos ditos pela “regra” estejam presentes, se um dos nomes ou ambos forem plurais ela não se aplica, e, não só plurais gramaticais, mas plurais semânticos também, ou seja, mesmo que tenhamos palavras no singular, se elas forem semanticamente plurais a regra não se aplica. E por que não se aplicam, porque denunciaria, mais uma vez, a fragilidade da regra, pois, de cara, um plural e um singular tornará explícito o não atendimento à pretensão de Sharp. Se inclui nesse grupo também os numerais.

      Mas, ainda não para por ai. Se forem objetos ou coisas, mesmo que estejam exatamente em uma construção grega abrangida pela regra, James White diz que ela também não se aplica, e ele diz isso porque de igual modo revelaria falha de aplicação.

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    9. Denuncia-se, então, a ineficácia da regra, para que ela seja considerada de alguma foram válida, ainda que nos exatos moldes requeridos por Sharp, pois despreza-se sua ocorrência quando há nomes próprios, quando há plurais na construção (inclusive semânticos e numerais), quando há objetos, coisas envolvidas ou substantivos abstratos, como, por exemplo: amor, ódio, etc. Quais as razões dessas restrições? Em termos gramaticais nenhuma, elas foram excluídas, simplesmente pelo fato de, em sendo consideradas, desterra completamente a intenção de se ver em em Tt. 2.13 a afirmação de que Jesus seja o Grande Deus. Excluindo-se todas essas exceções, então, James R. White diz: “Essa regra não tem exceções”(?). Desse jeito não poderia ter mesmo! Se simplesmente desconsiderarmos todas as exceções de todas as regras, teremos todas as regras sem exceção. Certo professor de matemática que tive na infância, brincalhão, dizia para divertir a turma: “Fulana? Ah, fulana é uma pessoa maravilhosa. Tirando todos os defeitos, ela é uma pessoa sem defeitos”. Aplicando isso à regra de Sharp: “Tirando todas as exceções ela é uma regra sem exceções”. Além do mais quem excluiu essas exceções foi Sharp mesmo ou White tentando solidificar sua crença?

      White reivindica também o fato do verso 14 apontar para Jesus como uma suposta prova de que o verso 13 indica apenas Jesus, mas também isso não é verdadeiro se olharmos para outras passagens bíblicas como, por exemplo, Gl. 1.3,4: “Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, (4) o qual se deu a si mesmo por nossos pecados,…”. Perceba que o verso 4 se relaciona apenas com Jesus, embora no verso 3 fala-se de Deus e de Jesus, sem misturar ambos, pois não foi o Pai que morreu por nossos pecados.

      A “regra” de Sharp é de tal forma precária, que depois de enunciá-la não poderemos aplicá-la a qualquer texto grego que possivelmente seria abrangido por ela, sem antes termos que selecioná-los, escolher os textos, excluindo todos aqueles onde ela se mostra falha, chamando-os de restrições, para podermos dizer que ela se aplica em determinado lugar. Na verdade, ela nem deveria ser chamada de regra de gramática, pois é igualmente deficiente se tentarmos aplicá-la a textos gregos fora do Novo Testamento, e não se pode fundamentar um regra de gramática de uma língua em apenas partes selecionadas de determinada obra, no caso o Novo Testamento, visto que ele é apenas uma pequena parte, independentemente do grau de importância, da multidão de obras escritas em Koiné6 no período em que esse dialeto esteve em uso no mundo grego.

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    10. Excluindo-se as construções bíblicas que denunciam a inexistência ou mesmo ineficácia da regra de Sharp, o que restou foram os pontos onde se pode ter ou não alguma ambiguidade. É fazendo uso dessa possibilidade que Sharp “determina”, em Tt. 2.13, é a mesma pessoa. No entanto, ao desconsiderar a contextualização, não somente local, mas a investigação ampla de como o escritor sagrado percebia Pai e Filho, veremos que a sugestão de Sharp produz leituras estranhas ao que é ensinado na Bíblia de forma abrangente e consolidada. Há, por exemplo, uma reivindicação de Ef. 5.5 como sendo ocorrência da regra: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” Aqui a Almeida Corrigida Fiel verteu similarmente a King James Version: “For this ye know, that no whoremonger, nor unclean person, nor covetous man, who is an idolater, hath any inheritance in the kingdom of Christ and of God.” Em ambas as traduções de original grego, “οὐκ ἔχει κληρονομίαν ἐν τῇ βασιλείᾳ τοῦ Χριστοῦ καὶ θεοῦ”, se tem o entendimento direto, comum e natural do que o verso quer dizer: “… não tem herança no reino de Cristo e de Deus”, dois entes distintos e separados, Pai e Filho, mas, segundo a regra em estudo deveríamos entender “… no reino de Cristo, [nosso] Deus.” ou “… no reino de Cristo e Deus” (entendido como um só ente), ou seja, ele estaria falando de Jesus duas vezes além de excluir a comum identificação do Pai no reino, quando isso é abundantemente atestado nas escrituras em pelo menos 70 (setenta) ocorrências da expressão “Reino de Deus”, ao passo que “Reino de Cristo”, temos uma única, o próprio Ef. 5.5. Jesus Cristo, nas Escrituras, não é identificado como o Deus que reina, mas como o Rei constituído por Deus e que na consumação de todas as coisas entregará o reino a Deus, seu Pai. I Co. 15.24.

      A chamada regra de Sharp tem encolhido seu campo de abrangência com o passar dos anos, para que alguns ainda a possam chamar de regra. D.A Carlson, acredita que apenas “esta versão ‘mais branda’ da regra de Sharpe realmente se sustenta”.

      Dentro da Bíblia mesmo, em Pv. 24.21 temos, na septuaginta “φοβοῦ τὸν θεόν υἱέ καὶ βασιλέα … ” (…teme ao Senhor, filho, e ao rei), de modo que ainda que se busque atender todos os requisitos pelo Dr. James R. White para tornar a regra de Sharp plenamente válida, ainda assim, este verso de Provérbios mostra que ela é falha.

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    11. Agora, além de todos esses fatos, considere a questão da razoabilidade. Todos sabem que uma das coisas que difere o grego koiné do clássico é a quebra de regras, a falta de um padrão estrito. Até mesmo no clássico há quebra de regras e no koiné isso é muito mais acentuado. Era a língua das massas. A proposta de Sharp, ainda que deficiente, mesmo nos moldes de White, revelaria que os escritores do Novo Testamento não teriam se preocupado em ensinar aberta e explicitamente o dogma trinitário na época em que viveram, eles teriam achado mais apropriado ensinar o dogma fazendo uso de uma forma meio codificada de escrita, e ainda assim, sabe-se lá porque razão, tal expediente teria ficado oculto esse tempo todo, quase vinte séculos, e somente descoberta depois de séculos e séculos de plena atividade tanto de história literária quanto de gramática grega. Embora não haja qualquer evidência em nenhum documento gramatical ou em qualquer fonte antiga do ensino da língua grega que essa regra tenha existido ou mesmo que os antigos escrevessem tendo por base esse paradigma, admitamos, na remotíssima hipótese, que os escritores do Novo Testamento e somente eles em todo mundo de fala grega do primeiro século tenham usado aquilo que Sharp diz ter existido, então, os apóstolos teriam preferido uma regra deficitária, polêmica e contestável, cheia de exceções e geradora de mais debates do que produção de resultado, para que alguém depois de excluir as exceções a chamasse de regra sem exceção, e, somente depois disso se afirmasse com ela que o grego ensina indubitavelmente a trindade, ou seja, quem ensinaria a trindade dentro da Bíblia não é explicitamente as Escrituras, mas uma “regra” oculta por quase 20 séculos que teria passado despercebida por todos os peritos que debateram a questão cristológica em seu auge, essa que seria uma ferramenta óbvia para provar a deidade de Cristo. Isso equivale dizer que o próprio Deus teria se negado a se identificar como dois ou três para, então, por meio de um suposta regra oculta aos olhos dos gramáticos e dos debates teológicos em milênios de história da língua grega, passar, agora, a ensinar a seus filhos, incluídos ai as pessoas de saber simples, que ele na verdade é, pelo menos, dois e no máximo três (?), se afastando da simplicidade que há em Cristo. II Co. 11.3.

      A quem reivindique a ocorrência da palavra “ἐπιφάνεια” (epifaneia) em Tt. 2.13 como aquela que sempre aponta para Jesus e com isso pretendem considerar o ser de “Deus” e o ser de “Jesus” nesse versículo como sendo o mesmo, mas é de se observar que o verso de Tito, em estudo, não diz que Deus irá aparecer, nem fala da epifaneia de Deus, fala, na verdade, do “aparecimento da glória do grande Deus”, e, nesse sentido Jesus mesmo diz em Jo. 8.54 ”…quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus” e, ainda, Mt. 16.27 que mais explicitamente diz: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”, bem como lucas Lc. 9.26 “…o Filho do Homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos.”, Jesus Cristo virá na glória de Deus, seu Pai. Não é Deus que virá pessoalmente com ele.

      _________________________

      1 Sem artigo

      2 Georg Benedict Winer – Filho de um padeiro de Viena, Austria, que tornou-se PhD em Teologia pela Universidade de Rostock. É escritor de vários livros na área e autor de A Grammar of the idiom of the New Testament (Gramática do Idioma do Novo Testamento), e Hebrew and Chaldee lexicon to the Old Testament Scriptures (Léxico Hebraico e Caldeu para os Livros do Antigo Testamento) produzido originalmente em latim.

      3 Apud Dana & Mantey in A Manual of The Greek New Testament, pág. 147

      4 http://www.e-cristianismo.com.br/pt/teologia/apologetica/129-granville-sharp

      5 Idem

      6 Koiné significa comum ou popular, assim era conhecido o dialeto grego comumente falado na época de Jesus.

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    12. Utilizei o artigo do site Unitarismo Bíblico.

      Carlos.

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  11. Sobre 2 Pedro 1:1

    Fonte: Site Unitarismo Bíblico

    http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=678


    II Pe. 1.1
    Postado por Valdomiro

    II Pe. 1.1 “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.”

    Este é mais um dos versos, a exemplo de Tt. 2.13, que tentam buscar como comprovação da suposta deidade de Jesus. Traduções com redações semelhantes tem sido usadas com esse fim, mas é oportuno dizer que não existe unanimidade na tradução do versículo.

    Por exemplo, a versão católica da Bíblia Sagrada da Editora Ave Maria traduziu: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, àqueles que, pela justiça do nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo, alcançaram por partilha uma fé tão preciosa como a nossa”. Reconhecendo Deus e o Salvador como seres distintos.

    Mesmo a Bíblia de Jerusalém que é uma tradução feita por católicos e protestantes, ainda que vertendo o trecho de forma tradicional, informa como primeira nota de roda pé a II Pe. 1.1 a versão alternativa de tradução: “Ou: ‘de nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo‘”. Mostrando ser possível as duas versões.

    Uma comparação desse verso de II Pedro com outro trecho das Sagradas Escrituras suscitam algumas indagações. Notemos os originais abaixo:

    τοῦ θεοῦ ἡμῶν καὶ κυρίου Ἰησοῦ Χριστοῦ. (II Ts. 1.12)

    τοῦ θεοῦ ἡμῶν καὶ σωτῆρος Ἰησοῦ Χριστοῦ (II Pe. 1.1)

    A única diferença entre esses versos, nesses trechos, não é gramatical. Apenas consta “kyrios” onde na outra consta, exatamente na mesma posição, sôtêros.

    Mas, o tradutor verteu de forma diferente, dando sentido diferentes aos versos:

    “de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (II Ts. 1.12) ACF

    (aqui se identifica dois personagens e suas respectivas qualidades)

    “do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pe. 1.1) ACF

    (Aqui se identifica um personagem com duas qualidades)

    Em linhas simples, poderíamos nos perguntar porque não colocaram o “DO” em II Pe. 1.1, como fizeram em II Ts. 1.12, já que a estrutura é a mesma. Note que se lermos o v.2 de II Pe. 1:“pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor”, o apóstolo parece mostrar de forma clara que ele não quis apresentar Jesus como Deus e Salvador ao mesmo tempo no v.1, pois o distingui na sequência imediata no v.2.

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    1. Em linhas complexas, a reivindicação de Jesus ser apresentado como Deus e Salvador em II Pe. 1.1 é a mesma de Tt. 2.13 e tem a ver com uma regra inventada (o seu autor diria descoberta) por um inglês, pelos idos de 1800 d.C, chamado Granville Sharp. É mais ou menos como se um inglês declarasse haver descoberto uma regra de sânscrito que nem mesmo os autores dos remotos vedas e os estudiosos daquela língua sonhavam existir. Ou seja, Sharp e seus defensores acreditam ter achado algo que nenhum gramático de grego da antiguidade, em quase 3.000 de origem da língua, postulou.

      A suposta regra é, basicamente, o seguinte: Artigo + Substantivo + KAI + Substantivo, indicaria que os dois substantivos se referem a mesma pessoa. Isso é a primeira regra dele (existem seis).

      O problema é que se for tomada apenas assim, logo surgem problemas para sua aplicação, porque existiriam uma miríade de exceções que descaracterizaria a regra. Então, ele acrescentou à definição várias restrições: Se um ou os dois substantivos forem plurais a regra pode não se aplicar. Se for nomes próprios, por questões óbvias, a regra não se aplica. Se for referentes a coisas ou lugares a regra não se aplica, Se for numerais não se aplica. Se for plurais semânticos pode não se aplicar e segue um lista de não aplicação.

      Na verdade todo o esforço de listar as supostas exceções que são variadas e numerosas é para excluir os invalidadores da regra e tentar mantê-la viva, pois caso contrário cada um desses impedimentos a derrubaria. O problema é que tentaram por em regra aquilo que se define pelo contexto. Isso se percebe porque se plurais, inclusive os semânticos, lugares, nomes próprios e etc, não se encaixam, a razão é simples; pelo contexto se percebe que não poderiam ser a mesma pessoa ou grupo, então, não é a suposta regra quem determina isso.

      Depois de toda restrição, pegam as ocorrências onde a “regra” parece funcionar, digo parece, porque depois que se tira todas as exceções possíveis e imagináveis, realmente sobra os casos onde a “regra” parece funcionar, e a apresentam. Em outras palavras, criaram uma “regra” extremamente restrita e com finalidade específica (eu diria Ad hoc): Tentar provar a deidade trinitária de Jesus.

      Sharp não esbarrou em uma regra que ninguém antes dele, nos milhares de anos da língua grega havia achado, ele estava procurando um meio de legitimar o dogma da trindade através da gramática, porque não há afirmação bíblica sobre a trindade. Assim, não há imparcialidade na redação da “regra”. Todas as flagrantes objeções linguísticas são postas fora do escopo para tentar legitimá-la.

      Mas, ainda que se use a “regra” em seu sentido mais restrito (no “só para isso”), a gosto de seus depuradores, ainda assim, há exceções: Pv. 24.1 (LXX) é um dos casos bíblicos, mas há também na literatura externa. Ou seja, é uma base insegura para se definir aquilo que se deve definir pelo contexto. Certamente ninguém precisa de uma regra para traduzir “ὁ θεὸς καὶ πατὴρ” (II Co. 1.3), que está no arranjo “artigo” + “substantivo” + KAI + “substantivo” por “O Deus e Pai” se referindo ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Não seria uma regra que indicaria ali que os dois substantivos se referem ao mesmo ser. Ninguém antes de 1800 usou a “regra” (ela não existia) e ninguém se confundiu com essa tradução e outras passagens em uma suposta construção Sharp.

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    2. Aqui podemos falar também da questão semântica, que é outro problema da regra. Ainda sobre II Co. 1.3: Pai já é uma referência comum a Deus, de modo que ainda que tentem colocar expressões como essa sob a regra, ela é inócua e desnecessária e o texto não depende dela para ser compreendido, pois se elenca designações já conhecidas. É justamente a questão semântica que faz alguns defensores da regra de Sharp admitir correta a tradução “de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” em II Ts. 1.12, pois consideram ai a palavra “Senhor” como parte de um nome composto como “Senhor Jesus Cristo”, ou seja, nome próprio composto, o que faria a expressão sair do escopo da regra. Nesse ponto a suposta regra adquire alguma subjetividade, pois “Salvador” também pode ser considerado parte de um nome composto em “Salvador Jesus Cristo”. Essa “particularidade” semântica, ao que parece, é desconhecida pelos mais dedicados apologetas trinitários aqui do Brasil. E essa questão é mais um problema que torna a tal regra insegura, incerta e não aproveitável para o fim ao qual foi criada, pois se considerarmos “Salvador Jesus Cristo” como um termo técnico, um nome próprio composto, a regra deixa de ser aplicável tanto a II Pe. 1.1 quanto Tt. 2.13. A própria expressão “Grande Deus” em Tito, pode ser um termo técnico de identificação da Divindade (Ed. 5.8, Ne.8.6, Dn. 2.45, Ap. 19.17), que também anularia a aplicabilidade da regra ali. E se admitirmos que a palavra “Deus”, de fato, em vários casos adquiri o status de nome, então, não devemos confiar na “regra” por mais de uma razão.

      Mas, mas mesmo que admitíssemos os postulados de Sharp como regras válidas, os trinitarianos ao tentar ganhar uma suposta evidência da deidade de Jesus perderiam outras. A sexta regra, por exemplo, elaborada por Sharp, apresenta uma situação ligeiramente modificada da primeira, ela determina que se houver uma construção: Artigo + Substantivo + KAI + Artigo + Substantivo, então, se referiria a pessoas diferentes. Se as regras dele fossem verdadeiras e legítimas, um trinitário ganharia II Pe. 1.1 como um verso que chama Jesus, na visão deles, de Deus e perderia outro que, na visão deles, chama Jesus de Deus, Jo. 20.28 “ὁ κύριος μου καὶ ὁ θεός μου”. O verso de João, “Senhor meu e Deus meu”, está exatamente na construção em que Sharp diria que são pessoas diferentes. Mas, nesse caso, providencialmente, ele e os trinitarianos admitem ser uma exceção à regra.

      Os cristoteistas tem usado muito II Pe. 1.11 , cujo texto diz: “a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, como ponto base de convencimento de que se Jesus está sendo chamado de “Senhor e Salvador” nesse verso, deve estar sendo chamado realmente de Deus e Salvador em II Pe. 1.1, a partir do acolhimento da regra de Sharp, já que o v.11 tem a estrutura requerida (ASKS) por Sharp: “τοῦ κυρίου ἡμῶν καὶ σωτῆρος Ἰησοῦ Χριστοῦ”. Nesse texto, com relação a II Pe. 1.1, há apenas a substituição da palavra “θεοῦ” por “κυρίου”. No entanto, como já dissemos, o contexto deve determinar a tradução, não uma regra que se mostra falha em todas as instâncias. Até porque “nosso Senhor” em em II Pe. 1.11 pode se referir sem qualquer dificuldade a Deus e na segunda parte se referir a Cristo. Isso se vê confirmado em um versículo que também fala de REINO: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo” (Ap. 11.15). Ainda que haja artigo antes de “Senhor” e antes da palavra “Cristo”, o texto prova que Deus é também nítida e naturalmente chamado de “Senhor”, de modo que, em II Pe. 1.11 “Senhor” pode, sem dificuldades, se referir a Deus e o segundo personagem no verso é Jesus.

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    3. Por causa desses vários problemas a regra passou quase 200 anos, desde de sua criação, praticamente morta. Poucos davam crédito ou a citavam para tentar validar uma identidade de Jesus com a Deidade. O Dr. Daniel B. Wallace tentou ressuscitar a regra em uma tese de doutorado em 1995 chamada Sharps Redivivus. Nesse trabalho o Dr. Wallace precisou encolher a “regra” ainda mais, ante as provas contrárias, para tentar mantê-la viva. Mas, mesmo seu trabalho de doutorado já foi avaliado e a “regra” continua devendo, já que ele mesmo não conseguiu solucionar todos os problemas conhecidos.

      Ainda outra questão é oportuna falar se tudo isso fosse ignorado. A partir de Jo. 1.1, não existe reservas em chamar Jesus de “Deus”. A questão será sempre em que sentido, relativamente a posição do Pai, a palavra polissêmica “Deus” é usada em aplicação a Cristo. Sabemos por Jo. 17.3, nas palavras de Jesus mesmo, que não pode ter o mesmo sentido. Como não tem o mesmo sentido quando é aplicada aos juízes, anjos, reis, governantes e até Moisés.

      Tudo isso mostra que a escassez de provas sobre uma requerida igualdade entre Jesus e seu Deus é tão grande que o trinitarismo tem que criar suas próprias provas. Se a trindade fosse uma realidade bíblica, ter-se-ia provas cabais e explícitas, a ausência disto leva a esse caminho que Sharp tomou.

      Bem, há outros detalhamentos, mas essa exposição, penso, já dá uma visão panorâmica das coisas que envolvem a passagem de II Pe.1.1 e os problemas da suposta regra.

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  12. Olá Maxwell, tudo bem? Bom, gostaria de me desculpar pela quantidade de comentários, mas foi uma resposta que tive que passar para outra pessoa que citou um trecho do livro A Trindade.

    Obrigado, um abraço.

    Carlos.

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  13. Vamos começar com versos mais simples...Como explicar Gênesis 1:1 sabendo que Elohin é plural?

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    1. Olá Maxwell, tudo bem? Creio que você está certo, esse método de analisar os versos é muito melhor. Assim, podemos analisar com calma cada verso. Valeu, um abraço.

      Para me identificar, vou colocar assim em cada comentário:

      Escrito por: Carlos.

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  14. Diferentemente dos épicos babilônicos que começam com: "no princípio criaram os Deuses"; o autor Moisés usa o verbo no singular... mas o pronome está no plural LITERALMENTE em Gênesis 1:1 está escrito: "NO PRINCÍPIO CRIOU DEUSES O CÉU E A TERRA"

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    1. As palavras utilizadas na Bíblia para o termo “deus” são: elohim (hebraico) e theos (grego). Essas palavras não são utilizadas somente para indicar o “Deus Todo-Poderoso”. Essas palavras também são utilizadas para outros seres. Vamos analisar isso. A versão utilizada para esse estudo é a Bíblia de Jerusalém.

      - Moisés foi chamado de “Elohim” em Êxodo 7:1. Confira:

      “Disse Jeová a Moisés: Vê que te hei posto como Deus (Elohim) a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.” Êxodo 7:1

      O título hebraico “Elohim” foi atribuído a Moisés. Vale lembrar que Moisés era uma pessoa única e mesmo assim recebeu esse título.


      - Dagon era um deus singular, era apenas uma estátua, apenas um ídolo. Dagon era o deus dos filisteus e foi atribuído a ele o título hebraico “Elohim”. Confira em 1 Samuel 5:1-2 e 7.


      “Os filisteus tomaram a arca de Deus, e a trouxeram de Ebenézer até Asdode. Tomando-a, meteram-na no templo de Dagom, e colocaram-na junto a Dagom... O que tendo visto os homens de Asdode, disseram: Não fique conosco a arca do Deus de Israel, porque a sua mão descarrega duramente sobre nós e sobre Dagom, nosso deus (elohim).”


      - O deus dos moabitas chamado de Camos, também recebeu o título “Elohim”. Confira em Juízes 11:24.

      "Não possuirás tu o território dos que desapossar Camos, teu Deus (elohim)? assim possuiremos nós o território de todos os que desapossar diante de nós Jeová nosso Deus."

      O termo “Elohim” é traduzido de maneira singular, que é “deus”, quando o verbo e o pronome estiverem no singular. Logo, o termo hebraico deve concordar com o verbo e o pronome. Portanto, se ambos estiverem no singular, a palavra “Elohim” deve ser traduzida de forma singular. Nesse caso, “Elohim” deve ser traduzido por “deus”. Essa situação ocorre em Êxodo 7:1 onde Moisés é chamado de “elohim”, ou seja, Moisés é chamado de “deus”. O termo antes de “elohim” está no singular.

      Porém, existe outro caso. Se lermos Salmo 82:6 vamos entender como a palavra “Elohim” é traduzida de forma plural.

      “Eu disse: Vós sois deuses (elohim); E todos vós, filhos do Altíssimo.”

      Perceba que o pronome “vós” e o verbo “sois” estão no plural, logo, para haver concordância entre os termos, a palavra “elohim” que vem depois desses termos, necessariamente deve ser traduzida de forma plural. Portanto, o termo hebraico “elohim” deve ser traduzido de forma plural quando o verbo e (ou) o pronome estiverem no plural. Se o verbo e (ou) pronome estiverem no singular, a palavra “elohim” deve ser traduzida de forma singular.

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    2. Na verdade, não utilizei a Bíblia de Jerusalém para o estudo, mas foi a Bíblia da Sociedade Bíblica Britânica. Desculpe o erro.

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    3. Portanto, segundo esse raciocínio, poderemos entender o que Gênesis 1:1 quer afirmar. Vamos ler o verso:

      “No princípio criou Deus o céu e a terra.”

      Perceba que o verbo “criou” está no singular e acompanha a palavra “Elohim”. A mesma coisa acontece em Êxodo 7:1 com Moisés. Logo, a palavra “Elohim” em Gênesis 1:1 deve ser traduzida de maneira singular, não plural. Porém, como eu posso confirmar esse raciocínio? Vamos ler o verso 1 e 2.

      “No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, mas o espírito de Deus pairava por cima das águas.”

      Veja que o verso 2 afirma que o Espírito de Deus pairava por cima das águas. Qualquer pessoa que estude a doutrina da Trindade entende que Gênesis 1:2 é uma referência ao Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, também chamado de Espírito de Deus. Porém, se a palavra “Elohim” for traduzida de forma plural, então o verso 1 afirmaria:

      “No princípio criou Deuses o céu e a terra.”

      Logo, o verso 1 seria uma referência a Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo). Mas, não se esqueça que o verso 2 seria traduzido da mesma forma:

      “A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, mas o espírito de Deuses pairava por cima das águas.”

      Logo, quem é o Espírito de Deuses? Seria mais uma pessoa? Seriam quatro pessoas na Trindade? Eu garanto que interpretar Gênesis 1:1 utilizando a palavra “DEUSES” é causar uma contradição com o verso 2. Qualquer pessoa que defende a Trindade utiliza o verso 2 para mostrar que o Espírito de Deus estava na criação. Porém, essa interpretação que afirma que “Elohim” deve ser traduzida por “deuses” em Gênesis 1:1 confunde tudo. Lembre-se, o verso 2 afirmaria também: “...e o Espírito de Deuses...”. Isso é uma grande confusão.

      “No princípio criou DEUSES o céu e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, mas o ESPÍRITO DE DEUSES pairava por cima das águas.” Gênesis 1:1-2.

      O pensamento é o seguinte. Quando eu digo: "No princípio criou Deuses os céus e a terra" então podemos concluir: "Bom, aqui está a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo". Bom, se aceitarmos a leitura desse verso com a palavra "deuses" então acabamos de admitir que são três deuses. Não há como fugir. O verso 1 não está afirmando que são três pessoas que formam um Deus, mas se eu aceitar essa tradução de “Elohim” de forma plural, vamos admitir que são três deuses de maneira clara. Logo, isso seria politeísmo.

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    4. Para confirmar que o Elohim de Gênesis 1:1 é o Pai de Jesus Cristo e uma pessoa distinta de Jesus, vamos ler Atos 17:24 junto com Mateus 11:25 e 26.

      “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele o Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos dos homens.” Atos 17:24.

      Se eu estivesse lendo esse verso na língua hebraica, eu estaria lendo a palavra “Elohim” no lugar da palavra “Deus”. Eu poderia trocar Deus por Elohim, certo?

      “O Elohim que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele o Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos dos homens.” Atos 17:24.

      Esse verso está fazendo referência ao Elohim de Gênesis 1:1. O Elohim que fez o mundo é o Senhor do céu e da terra. Jesus chamou alguém assim. Da mesma maneira, vejam:

      "Naquela ocasião exclamou Jesus: Graças te dou a ti, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos;
      assim é, Pai, porque assim foi do teu agrado.” Mateus 11:25-26.

      Elohim é o criador do mundo e de tudo o que existe nele. Elohim é o Senhor do céu e da terra. Jesus disse que o Senhor do céu e da terra é o Seu Pai.
      Logo, O Pai de Jesus Cristo é o Elohim de Gênesis 1:1.

      Para confirmar que o Elohim de Atos 17:24 é uma pessoa distinta de Jesus Cristo, vamos ler o verso 24 e os versos 30 a 31 de Atos 17.

      “O Deus [Elohim] que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele o Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos dos homens.” Atos 17:24.

      “Dissimulando, pois, os tempos da ignorância, Deus manda agora que todos os homens em todo o lugar se arrependam, porquanto tem fixado um dia em que há de julgar o mundo com justiça pelo varão que para isto destinou, do que tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” Atos 17:30-31

      Vejam, o Elohim que criou o mundo e tudo o que existe nele (Gênesis 1:1) é o Senhor do céu e da terra (Atos 17:24) e Pai de Jesus Cristo (Mateus 11:25 e 26).

      Elohim fixou um dia no qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Esse homem é Jesus Cristo.

      Logo, o Elohim de Gênesis 1:1 é o Pai de Jesus Cristo.

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    5. Escrito por: Carlos.

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    6. Lendo um artigo do site Unitarismo Bíblico, encontrei o seguinte comentário:

      “O doutor William Smith da Universidade de Londres, um século atrás, foi descrito como o ‘mais eminente lexicógrafo do mundo de língua Inglesa’. A seguinte afirmação encontra-se no Dicionário Bíblico que o doutor Smith editou:

      “A forma plural Elohim tem dado origem à muita discussão. A ideia fantasiosa de que refere-se à trindade de pessoas na Divindade, dificilmente encontra agora algum partidário entre eruditos. Ou é o que os gramáticos chamam “plural de majestade” ou então denota a plenitude da força divina, a soma de poderes revelados por Deus”(2).

      (2) Apud Smith, William. “A Dictionary of the Bible” Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1863, pág.. 216

      http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=198

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  15. Ta e como podemos harmonizar com João 1:1-3("No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
    Ele estava no princípio com Deus.
    Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez."?? Para todos os efeitos Jesus estava na criação de acordo com esse verso e todas as coisas foram criadas por ele e para ele... isso parece que reforça a ideia de uma pluralidade de pessoas.a mesma ideia se repete logo mais em no verso 26.

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    1. “Deus, tendo falado em tempos passados ora mais ora menos e de muitos modos aos pais pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, ao qual constituiu herdeiro de todas as coisas, por quem criou igualmente os mundos.” Hebreus 1:1-2.

      A palavra hebraica para “Deus” é “Elohim”. Logo:

      “Elohim, tendo falado em tempos passados ora mais ora menos e de muitos modos aos pais pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, ao qual constituiu herdeiro de todas as coisas, por quem criou igualmente os mundos.” Hebreus 1:1-2. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Elohim é o Deus que falava de muitas maneiras aos pais por meio dos profetas. Nos últimos dias, Elohim falou por meio do Filho, ao qual foi constituído por Elohim como o herdeiro de todas as coisas. O verso também afirma que Elohim criou os mundos por meio do Filho. Logo, o Elohim de Gênesis 1:1 e 26 é o Pai de Jesus, o Filho.

      Vamos ler Gênesis 1:1 e 26:

      “No princípio criou Deus o céu e a terra... Disse também Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...”. Gênesis 1:1 e 26. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Maxwell imagine que duas pessoas vão construir uma casa. Uma delas afirma para a outra: façamos uma casa. Foi uma pessoa única conversando com outra pessoa. A mesma coisa é em Gênesis 1:26. Foi Deus Pai conversando com Seu Filho. Isso é apoiado pelos versos 1 e 2 do primeiro capítulo da carta aos Hebreus. Elohim criou os mundos por intermédio de Seu Filho. Logo, Elohim estava conversando com Seu Filho em Gênesis 1:26.

      “Pela palavra de Jeová foram feitos os céus, E pelo sopro da sua boca todo o exército deles.”
      Salmos 33:6. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      A palavra de Jeová pertence a Ele. Logo, Jeová é um ser distinto de Sua Palavra. Jesus é chamado de “O Verbo” ou “A Palavra” em João 1:1. Logo, Jesus é a Palavra de Jeová. A Palavra é distinta de Jeová e é divina porque provém do próprio Jeová. O Elohim de Gênesis 1:1 é o Jeová possuidor de Sua Palavra em Salmo 33:6. Vamos ler João 1:1-3.

      “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” João 1:1-3. Almeida Revisada Imprensa Bíblica.

      Todas as coisas forma feitas por meio do Verbo, a Palavra de Deus. Jesus é a Palavra de Deus (João 1:1 e 14). Logo, Jesus é a Palavra de Elohim do capítulo 1 de Gênesis. Foi com Seu Filho que Elohim estava conversando. O Elohim de Gênesis 1 é o Jeová de Salmo 33:6.

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    2. Eu posso confirmar esse pensamento, de que Elohim é um único Ser e que quando disse “Façamos” estava conversando com uma pessoa distinta dele. Se Elohim fosse um Ser composto por três pessoas, em nenhum momento ele poderia se referir a si mesmo como “EU”, mas sempre como “NÓS”. Mas não é isso o que acontece na Bíblia. Vejamos alguns casos.

      “Disse Deus (ELOHIM) mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente...”
      Gênesis 1:29.

      Veja, quando Deus disse: “Eis que vos tenho dado”, isso se refere ao pronome “Eu” e não “Nós”. O verso poderia ser lido: “Eis que EU vos tenho dado”. O pronome EU se refere a primeira pessoa do singular. Logo, Elohim é UMA PESSOA e não TRÊS. Isso confirma que Elohim, uma pessoa, estava conversando com uma pessoa distinta dele em Gênesis 1:26.


      “Perguntou-lhe Deus (ELOHIM): Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” Gênesis 3:11.

      Esse verso também confirma que Elohim é uma pessoa. Veja a frase “...que te ordenei”. Essa frase mostra um ser singular ao afirmar “ordenei”. Se fosse um Deus composto de várias pessoas, então a frase seria: “Que te ordenamos”.


      “Então disse Deus (ELOHIM) Jeová à serpente... Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gênesis 3:14 e 15.

      A frase “Porei inimizade” mostra que Elohim é uma pessoa. “Porei” é singular. Logo, Elohim é um Ser singular.


      “Disse Jeová: Que fizeste? a voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.”
      Gênesis 4:10.

      A frase “...a voz do teu irmão clama a MIM desde a terra...”. Veja, está escrito MIM mostrando que Jeová é Uma Pessoa. Se Jeová fosse um Ser Plural, no lugar de MIM deveria haver NÓS. Mas não é isso o que o verso afirma. Jeová é um Ser Pessoal. Ele é uma pessoa apenas.



      “Disse Jeová: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, desde o homem até o animal, até os répteis e até as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito.” Gênesis 6:7.

      A frase “Disse Jeová: Farei desaparecer...”. A frase poderia ser escrita dessa maneira: “Disse Jeová: EU farei desaparecer...”. Logo, isso é mais uma confirmação de que Jeová é um Ser singular, Uma Pessoa, e não Três Pessoas. Se Jeová fosse um Ser plural, a frase seria: “Disse Jeová: FAREMOS desaparecer”, mas ela não está escrita assim. Isso indica que Jeová, Uma Pessoa, estava conversando com outra pessoa distinta dele em Gênesis 1:26.


      “Eis que eu vou trazer o dilúvio de águas sobre a terra...”. Gênesis 6:17.

      Esse verso confirma que Jeová chama a Si mesmo de EU. Lembre-se que Jeová é o Elohim de Gênesis 1:1. Logo, a tradução dessa palavra deve concordar com o pronome EU. Elohim significa Deus, no singular, e não DEUSES, para o Deus Todo-Poderoso. Jeová Elohim chamou-se a Si mesmo de EU e não NÓS. Isso confirma que Jeová Elohim é um Ser Singular, UMA PESSOA e não um Ser composto de TRÊS PESSOAS.


      Bom, esses versos já são suficientes para mostrar que Jeová é Uma Pessoa e que, dentro desse contexto, podemos afirmar com certeza que Jeová sendo uma pessoa singular, estava conversando com outra pessoa distinta dele em Gênesis 1:26. A mesma coisa acontece em outros versos quando aparece o termo NÓS. No contexto de Gênesis, entendemos que Jeová Elohim é Um Ser Pessoal, Uma pessoa, conversando com outras pessoas distintas dele.


      Escrito por: Carlos.

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    3. Gostaria de corrigir um erro que cometi. Em uma parte do texto eu escrevi:

      A frase “...a voz do teu irmão clama a MIM desde a terra...”.

      O correto seria:

      "...a voz do sangue de teu irmão está clamando a MIM desde a terra.”

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    4. Gostaria de compartilhar mais esses versos:

      Respondeu-lhe Abrão: Levanto a minha mão para Jeová, Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra". Gênesis 14:22

      Abraão sabia que Jeová é o Deus [Elohim] Altíssimo. Ele é o Criador do céu e da terra (Gênesis 1:1 e 14:22).


      Em Gênesis 15:7

      "Disse-lhe mais: Eu sou Jeová que te fiz sair de Ur dos Caldeus, a fim de te dar esta terra em herança." Gênesis 15:7


      Jeová, o Deus Altíssimo e Criador dos Céus e da Terra refere-se a Si mesmo como EU. Isso mostra que Ele é UMA PESSOA apenas.

      Interessante é que o Anjo Gabriel mostrou que Jeová é distinto de Jesus:

      "Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim." Lucas 1:32-33

      Jesus é Filho do Altíssimo. O Deus Altíssimo é Jeová, o Criador dos Céus e da Terra. Jeová é o Elohim de Gênesis 1:1 e 26. Logo, o Elohim de Gênesis é o Pai de Jesus Cristo.

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  16. Amigo Jesus não filho de Deus como eu e você somos filhos de nossas mães, do contrário e a Bíblia entraria em contradição, pois se ele é filho no sentido de "gerado" então Isaías 43:10 estaria errado, tornando-se em problema muito maior... Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.
    Isaías 43:10

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    1. Jeová é um, nem dois, nem três, conforme Deuteronômio 6:4. Isaías 43:10 confirma que Jeová é um Ser Singular, não plural. Jeová é uma pessoa. Ele afirma: “... ME acrediteis e entendais que EU sou; antes de MIM...”. Interessante que o Professor Rodrigo Silva admite que Isaías está se referindo a Deus, o Pai. Logo, de forma indireta, o Professor Rodrigo está afirmando que Jeová, uma pessoa, é o Pai. A questão é que o Professor está se contradizendo. Sabemos que o Elohim de Gênesis 1:1 é o Jeová de Isaías 43:10. Logo, o Professor se contradiz ao afirmar que em Gênesis 1:1 Deus deve ser um Ser plural.

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    2. Em Isaías 43 Jeová quer que as pessoas decidam quem é o Deus verdadeiro: Ele ou os deuses das várias nações, os ídolos criados pelos homens. Jeová está afirmando que antes dele nenhum deus se formou, pois Ele é eterno e depois dele nenhum deus será formado para substituir Ele. Deus mostra que nenhum desses deuses criados pelos homens serão semelhantes a Ele. Nenhum deles poderá disputar a posição de Jeová, o Deus Todo-Poderoso. O termo “deus” ao qual Jeová se refere está relacionado com ídolos pagãos, deuses falsos que foram criados pelos homens. Se você ler Isaías 43 com o capítulo 44, você perceberá que o contexto mostra que os deuses com quem Jeová se comparou eram os deuses falsos, criados pelos homens pagãos. Se você ler Isaías 44 você entenderá que os "deuses" de Isaías 43:10 são deuses pagãos. Veja o texto de Isaías 44:9-20.

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    3. “Quanto aos artífices de imagens esculpidas, todos eles são caos; as coisas que os deleitam, de nada aproveitarão; as suas testemunhas não vêem nem conhecem, para que sejam eles envergonhados. Quem forma um deus ou funde uma imagem que de nada aproveita? Eis que todos os seus associados serão cobertos de vergonha, e os artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e se apresentem: espantar-se-ão, e à uma serão envergonhados. O ferreiro fabrica um instrumento, trabalhando nas brasas, e faz um deus a marteladas, formando-o com o seu forte braço; depois tem fome, e faltam-lhe as forças; se não bebe água, desfalece. O carpinteiro estende a régua sobre um pau e com lápis esboça um deus; trabalhando-o com plainas, e determinando-lhe o esboço com o compasso, o fez semelhante à figura e beleza de homem, para habitar na casa. Um homem corta para si cedros, e toma uma azinheira ou um carvalho, fazendo a sua escolha dentre as árvores do bosque. Qualquer planta um pinheiro, que a chuva faz crescer, e que depois lhe servirá de combustível: tomando parte dele, esse homem com ela se aquenta; também acende um fogo, e assa pão; também faz um deus, e diante desse deus se prostra; faz uma imagem esculpida, e adora-a. Ele queima no fogo a metade do pau; com a outra metade prepara a carne para dela comer; faz um assado, e dele se farta; também se aquenta e diz: Ah! estou me aquentando, sinto o calor! Do que ficou do pau faz ele para si um deus, uma imagem esculpida, prostra-se diante dela e a adora, dirige-lhe a sua oração e diz: Livra-me, porque tu és o meu deus. Eles não sabem, nem entendem; porque fechados estão os seus olhos, para que não possam ver, e os seus corações, para que não possam entender. Ninguém reflete, e não há conhecimento nem entendimento para dizer: Queimei no fogo a metade desta madeira, e assei pão sobre as suas brasas; fiz um assado, e dele comi; e do seu resto farei eu uma abominação? prostrar-me-ei diante do tronco de uma árvore? Tal homem se apascenta de cinza. O seu coração enganado o transviou, de modo que não possa livrar a sua alma nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” Isaías 44:9-20.

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    4. Isaías 43:10 é um contraste entre Jeová, um Ser Pessoal, com os ídolos pagãos que são deuses falsos que foram criados pela mente humana. Não podemos nos esquecer que anjos foram chamados de deuses (Salmos 8:5 com Hebreus 2:7). Seres humanos foram chamados de deuses (Salmo 82:6 e João 10:35). Satanás também foi chamado de deus. Ele foi chamado de “o deus deste século”. Moisés também foi chamado de “deus” em Êxodo 7:1. Jesus também foi chamado de Deus (João 1:1). A questão é que Isaías 43:10 faz contraste entre Jeová com deuses que estão praticamente sem vida, os ídolos pagãos. O contexto desse capítulo de Isaías não está citando seres vivos que receberam o título “deus”. Logo, Jesus não tem nada a ver com esse contexto, nem Jesus e nem outro ser vivo que foi chamado de “deus” na Bíblia. Se esses seres vivos que foram chamados de “deus” nas Escrituras estão incluídos em Isaías 43:10, então isso criaria uma grande contradição. Um exemplo é o caso dos anjos. Eles foram chamados de “deuses” e foram criados. Logo, esses deuses vieram a existir depois, considerando que o Deus Verdadeiro, o Deus Todo-Poderoso sempre existiu. Portanto, Isaías 43:10 está fazendo um contraste entre Jeová, o Deus Vivo, com os ídolos pagãos, os deuses sem vidas e fabricados pelos homens.

      Logo, Isaías 43:10 não é um verso que pode ser usado para afirmar que Jesus não foi gerado pelo Pai, ou seja, que Jesus não tenha um começo de existência.

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    5. Escrito por: Carlos.

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  17. E mais uma idéia que confirma isso é que no texto de Gênesis 1:26 Deus não poderia está falando com alguém inferior a ELE segundo o Texto de Isaías 40:14 "Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?"



    Note se Deus não precisa da opinião de ninguém e é fato que em Gênesis 1:26 Ele estava conversando com alguém...logo inevitavelmente Ele não poderia está conversando com alguém inferior a ELE se não entraria em contradição.

    Gênesis 1:1 e 2

    "No princípio criou Deus os céus e a terra.
    E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas".
    Gênesis 1:1-2

    Princípio= Jesus
    Deus= Pai mesmo sendo essa palavra plural o que incorreria numa redundância, que é normal
    Espírito= Sem comentários.

    A mesma ideia repetida em Salmos

    “Pela palavra de Jeová foram feitos os céus, E pelo sopro da sua boca todo o exército deles.”
    Salmos 33:6


    Palavra= Jesus
    Jeová= Pai
    Sopro= pode ser traduzida por espírito

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    1. Primeiramente, eu gostaria de comentar sobre Gênesis 1:26 e Isaías 40:14. No verso de Gênesis, Deus não está pedindo conselho a ninguém, mas apenas disse “façamos o homem”. Não há nenhuma frase que mencione Deus pedindo conselhos para outra pessoa em Gênesis 1:26. Esse verso também não afirma que a pessoa que Deus estava conversando era igual ou menor do que Ele.

      Gênesis 1:26 afirma que Deus estava conversando com alguém que não era Ele mesmo. Era outra pessoa, uma pessoa distinta e Isaías 40:14 não impede Deus de dizer “façamos o homem”. Deus estava conversando com Seu Filho Jesus nesse verso, e isso o que afirmo está de acordo com Hebreus 1:1-2. Nos comentários anteriores mostrei que Jeová Elohim é apenas uma pessoa, usando pronomes como “Eu” ou “Mim” para Si mesmo.

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    2. Você afirmou:

      Gênesis 1:1 e 2

      "No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas". Gênesis 1:1-2

      Princípio= Jesus

      Deus= Pai mesmo sendo essa palavra plural o que incorreria numa redundância, que é normal

      Espírito= Sem comentários.

      Bom, gostaria de comentar algumas coisas que você afirmou. O princípio relatado em Gênesis 1:1 não é Jesus. O “princípio” de Gênesis 1:1 não é um ser pessoal, mas um período de tempo. O princípio é o primeiro dia da semana. Veja, quando a Bíblia afirma que “havia trevas sobre a face do abismo” em Gênesis 1:2, ela está se referindo a parte escura do primeiro dia da criação. Em Gênesis 1:3 Deus disse: “Haja luz”. E nos versos seguintes é afirmado que Deus fez separação entre luz e trevas, e Deus chamou a luz de dia e as trevas de noite e assim foi o primeiro dia (Gênesis 1:5). Logo, o princípio de Gênesis 1:1 é um período de tempo, é o primeiro dia da criação, sendo as trevas de Gênesis 1:2 a parte escura do dia e a luz de Gênesis 1:3 a parte clara do dia. Logo, o termo “o princípio” refere-se a um período de tempo, o primeiro dia da criação. Veja o próprio verso de João 1:1 e você verá que o Verbo, ou a Palavra, o Filho de Deus, estava com Deus no princípio, ou seja, em um determinado período de tempo. O Verbo é distinto do princípio de João 1:1. Logo, Jesus não é o princípio de Gênesis 1:1.

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    3. Sobre Deus você afirmou:

      Deus= Pai mesmo sendo essa palavra plural o que incorreria numa redundância, que é normal

      Interessante que você chamou Elohim (Deus) de Pai, afirmando que essa palavra refere-se ao Pai. Não entendi sobre a redundância que você afirmou. Sabemos que Elohim pode ser tanto traduzido de maneira singular como plural, depende do contexto, dos verbos e dos pronomes envolvidos. O contexto de Gênesis 1:1 exige uma tradução de Elohim de maneira singular, pois o verbo "criou" está no singular. Logo, a tradução “Deus” é a correta. Observando vários argumentos que eu coloquei nos comentários, afirmo sem nenhuma sombra de dúvida que o Elohim de Gênesis 1:1 é Deus o Pai. Leia Hebreus 1:1-2.


      Sobre o Espírito. Eu gostaria de comentar. O verso 2 ajuda a confirmar que a tradução de Elohim deve ser no singular. O Espírito de Deus do verso 2 é o Espírito do Pai Celestial do verso 1. Logo, se a palavra “Elohim” for traduzida por “DEUSES” ocorrerá uma grande contradição.

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    4. Você comenta sobre os Salmos:

      A mesma ideia repetida em Salmos

      “Pela palavra de Jeová foram feitos os céus, E pelo sopro da sua boca todo o exército deles.” Salmos 33:6

      Palavra= Jesus

      Jeová= Pai

      Sopro= pode ser traduzida por espírito


      A palavra de Jeová pertence a Ele e provém Dele, por isso Ela é divina. O espírito de Jeová é o sopro de sua boca, conforme Salmo 33:6. O espírito de Jeová provém Dele mesmo. Jesus é a Palavra de Jeová (João 1:1). Ele é chamado de “deus” porque, como Ele é a Palavra de Jeová, isso o torna divino, pois a Palavra de Deus é divina porque provém do próprio Deus. O que importa é que a Palavra e o Sopro da boca de Jeová são ferramentas que Ele utiliza. Ele possui as duas. Existe um único Ser chamado de Jeová e esse Ser possui a Sua Palavra e Seu Espírito (o Sopro de Sua boca). Jesus é o Criador de todas as coisas no sentido de ser a Palavra de Jeová, ou seja, Ele foi a ferramenta utilizada por Jeová para criar todas as coisas que existem. Jeová Elohim criou todas as coisas por intermédio de Sua Palavra, o Filho de Deus. A Palavra de Deus criou todas as coisas, Ela foi uma ferramenta utilizada por Jeová. Deus é o Criador de todas as coisas e Sua Palavra é a Sua ferramenta para efetuar a criação, da mesma maneira, o Espírito de Jeová é uma ferramenta utilizada por Ele para efetuar a criação, conforme Salmo 33:6.

      Salmo 33:6 não é um verso trinitariano. Ele confirma Deuteronômio 6:4 que afirma que o Deus de Israel, Jeová, é Um. Uma Pessoa Somente. Jeová é possuidor de Sua Palavra e de Seu Espírito. Mas o verso somente chama de Jeová o Possuidor da Palavra e do Espírito. Ou seja, Salmo 33:6 confirma que Jeová é somente um Ser. Da mesma maneira, o Salmo 83:18 também confirma isso:

      “Para que saibam que só tu, cujo nome é Jeová, És o Altíssimo sobre toda a terra.” Salmos 83:18.

      Esse verso citado confirma que Jeová é Somente uma pessoa, quando o salmista se dirige a Ele chamado a Deus de “....só TU...”. E sabemos que Jesus é o Filho do Altíssimo. Jesus é um Ser distinto de Jeová Elohim, o Altíssimo.

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    5. Escrito por: Carlos.

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  18. Isaías 43:11

    Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador.

    Se Jesus é um ser tão distante do Pai... como explicar esse texto.

    Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito Zacarías 12:10


    A quem traspassaram?? Não foi a Deus filho?? Por que o Pai disse isto??


    Amigo Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra como diz o apostolo Paulo

    Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; Colossenses 2:9

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    1. Você citou Isaías 43:11 em sua afirmação. Muito bem, sua afirmação tem o objetivo de mostrar que Jesus não pode ser um ser tão separado do Pai, pois o Filho de Deus foi chamado de Salvador. Logo, Jesus também seria Jeová. Esse verso também é utilizado para afirmar que se Jesus não é Jeová, logo Ele não poderia salvar a humanidade. Bom, vamos analisar com calma essas afirmações e vamos estudar sobre a relação entre Jeová e Jesus na questão sobre a Salvação. Vamos ler Isaías 43:11 em seu contexto para começarmos a estudar sobre esse tema.

      Assim como Deuteronômio 6:4 que afirma que Jeová é Um, uma pessoa somente, esses versos de Isaías 43 mostram Jeová se identificando como sendo uma pessoa somente, ao utilizar pronomes como “minhas”, “me”, “eu”, “mim” e em algumas citações como “...o meu servo a quem escolhi”, referindo ao pronome eu, ou seja, “o meu servo a quem EU escolhi”. Existem outras coisas que mostram que Jeová se identificou nesses versos como sendo uma única pessoa. Logo, Ele é apenas uma pessoa. Ou Jeová é o Pai ou Ele é o Filho nesses versos. É impossível que Jeová seja composto por duas pessoas nesse verso. Se Ele fosse um Ser plural, ele deveria usar pronomes no plural e não no singular. Os pronomes utilizados no verso que se referem a Jeová estão todos no singular.

      “Sejam reunidas todas as nações, e congregados os povos; quem dentre eles pode anunciar isto, e mostrar-nos coisas já passadas? produzam as suas testemunhas para que sejam justificados: ou ouçam e digam: Verdade é. Vós sois as minhas testemunhas, diz Jeová, o meu servo a quem escolhi, para que saibais, me acrediteis, e entendais que eu sou; antes de mim não se formou nenhum deus nem haverá depois de mim. Eu, sim eu, sou Jeová; e fora de mim não há salvador. Eu é que tenho anunciado, que tenho trazido a salvação e que tenho mostrado, e não houve entre vós deus estranho; portanto vós sois as minhas testemunhas, e eu sou Deus.” Isaías 43:9-12. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Bom, analisando o contexto, Jeová Elohim afirma que sejam reunidas todas as nações e que reúnam as testemunhas para mostrarem quem dentre eles são como Jeová. O contexto é claro em afirmar que existe uma comparação entre Jeová com os deuses das outras nações, nenhum desses ídolos é salvador, nenhum deles é a fonte da salvação. Jeová é o único Ser que é o Provedor da Salvação. Veja esse verso:

      “Eu é que tenho anunciado, que tenho trazido a salvação e que tenho mostrado, e não houve entre vós deus estranho; portanto vós sois as minhas testemunhas, e eu sou Deus.” Isaías 43:12.

      O contexto é claro, o contraste é entre Jeová e os ídolos pagãos. Jeová é que tem anunciado e trazido a salvação. Nenhum deus estranho pode prover salvação. Portanto, quando Jeová cita o termo “deus estranho” no verso 12, é uma confirmação que o contraste feito é entre Jeová e os deuses pagãos em Isaías 43:9-12.

      Esses versos além de afirmarem que Jeová é o único Provedor da Salvação, eles afirmam que Jeová, o mesmo de Deuteronômio 6:4, é apenas uma Pessoa, somente uma, não duas, nem três. O próprio Professor Rodrigo Silva confirmou que Jeová é o Pai nesses versos de Isaías 43. Logo, ele mesmo afirmou que Jeová (ou Javé) é uma pessoa, contradizendo seu discurso na tentativa de defender que Jeová é composto por três pessoas. Se você olhar o vídeo nos tempos entre 38:10 a 38:20 você pode confirmar o que eu disse.

      Continua...

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    2. Mas vamos analisar a seguinte questão: Se Jeová é o único Salvador, outras pessoas podem ser chamadas de “salvadores”, como é o caso do Filho de Deus que foi chamado de Salvador?

      Vamos analisar alguns casos em que Jeová mostrou-se como o Provedor da Salvação. Ao tratar com seu povo, podemos mostrar Jeová dando um salvador para o seu povo. Como é o caso do relato abaixo:

      “E o SENHOR [JEOVÁ] deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado...” 2 Reis 13:5. Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

      Veja, existiu um homem com o título de salvador em Israel. Logo, existiu um ser distinto de Jeová com o título de salvador. Mas devemos nos lembrar que Jeová continua sendo o provedor da Salvação, a salvação continua vindo de Jeová, pois a Bíblia afirma que “E o SENHOR [Jeová] deu um salvador a Israel...”. Foi o Jeová de Isaías 43:11 que deu um salvador a Israel. Logo, Jeová é o provedor da salvação e o homem a quem ele escolheu foi chamado de Salvador por ser uma ferramenta utilizada por Jeová para levar a salvação ao seu povo. O homem que foi chamado de salvador não se torna Jeová por receber esse título. A salvação que esse homem efetuou em 2 Reis 13:5 tinha origem em Jeová, mantendo firme os versos de Isaías 43:11 e 12.

      Logo, o fato de Jesus ser chamado de Salvador não significa que Ele seja Jeová, pois a salvação que Jesus veio efetuar possuí a sua origem em Jeová (Isaías 43:11 e 12). Esses versos mostram que Jeová Elohim é a Fonte, Ele é o Provedor da Salvação. Somente Ele, O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

      Continua...

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    3. “Servirá isso de sinal e de testemunho a Jeová dos exércitos na terra do Egito; quando clamarem a Jeová por causa dos opressores, ele lhes enviará um salvador e um defensor, que os livrará.” Isaías 19:20. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Em Isaías 19:20 é afirmado que Jeová enviaria um salvador e um defensor que os livraria. Certamente, esse salvador e defensor não era o próprio Jeová, mas a salvação que esse homem traria, esse homem que foi chamado de salvador e defensor, estaria trazendo a salvação de Jeová, a única fonte de salvação. Logo, mesmo esse homem tendo sido chamado de salvador, isso não significa que ele seja Jeová, mas ele foi o salvador enviado por Deus para levar a salvação de Deus, a salvação que possui origem em Jeová para o povo.

      Da mesma maneira que em 2 Reis 13:5 Deus trouxe um salvador a Israel, um ser distinto de Jeová, o apóstolo João também mostrou o plano da salvação providenciado por Jeová. Vamos ler.

      “Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em que Deus enviou a seu Filho unigênito ao mundo para que vivêssemos por meio dele. O amor consiste, não em termos nós amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós e enviou a seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” 1 João 4:8-10. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      “Nós temos visto e testificamos que o Pai enviou a seu Filho como Salvador do mundo.” 1 João 4:14. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Esses versos são claros em afirmar que a fonte da salvação é o Deus Amor, o Pai de Jesus Cristo. O Pai enviou a seu Filho como Salvador do mundo. A fonte do envio de Jesus a Terra como Salvador do mundo foi Seu Pai. Logo, Jeová, o Pai de Jesus, é a fonte da Salvação, a salvação que Jesus iria trazer tinha sua origem em Jeová, Seu Pai. Isso está de acordo com Isaías 43:11 e 12.

      Continua...

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    4. Analisando o Salmo 28:8 encontramos que:

      “O SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.” Salmos 28:8. Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

      O SENHOR em letras maiúsculas é Jeová. Mais corretamente seria o nome de Deus que é YHVH. Logo, o verso está afirmando que Jeová é a força salvadora do seu ungido. Entendemos que o ungido é o Messias, o Filho de Deus. Logo, Jeová é a força salvadora de Jesus, Seu ungido. Não existe salvação fora de Jeová (Isaías 43:11) porque é Ele que é a fonte da força salvadora do Messias. O próprio Jesus confirmou que Ele foi ungido por Jeová:

      “Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías e, abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:
      O Espírito do Senhor está sobre mim, Pelo que me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; Enviou-me para proclamar libertação aos cativos, E restauração da vista aos cegos, Para pôr em liberdade os oprimidos, E proclamar o ano aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, o entregou ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura nos vossos ouvidos.” Lucas 4:17-21. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      A citação feita por Jesus em Lucas 4 foi tirada do livro do profeta Isaías, no capítulo 61, versos 1 e 2.

      “O espírito de Jeová está sobre mim, porque Jeová me ungiu para pregar boas novas aos mansos: enviou-me para sarar os quebrantados de coração, para apregoar liberdade aos cativos e abertura de prisão aos que estão encarcerados; para apregoar o ano aceitável de Jeová...” Isaías 61:1-2. Bíblia Sociedade Bíblica Britânica.

      Logo, Jesus foi ungido por Jeová. O Jeová de Isaías 43:11 e de Deuteronômio 6:4 ungiu a Jesus. Essa é mais uma evidência de que Jeová e Jesus são dois Seres distintos um do outro.

      Continua...

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    5. O salvador que Deus entrega para o povo é a pessoa que vai efetuar a salvação providenciada por Jeová, o único Provedor da Salvação. Como prova disso, o apóstolo Pedro afirmou no livro dos Atos dos Apóstolos no capítulo 5:

      “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, que vós matastes, pendurando-o num madeiro; a este elevou Deus com a sua destra a Príncipe e Salvador, para dar arrependimento a Israel e remissão de pecados.” Atos 5:30-31.

      O Deus de nossos pais (O Deus de Deuteronômio 6:3-5 e 10 e de Isaías 43:11) ressuscitou a Jesus. Jeová Deus com a SUA DESTRA elevou Jesus a Príncipe e SALVADOR. Logo, isso é mais uma evidência de que Jeová é o único Provedor da Salvação. Foi por causa de SUA DESTRA (a destra de Jeová) que Jesus foi elevado a SALVADOR e não por Si mesmo. Foi pela iniciativa de Jeová que Jesus foi elevado a Salvador. Por ser o único Salvador, no sentido de ser o único Provedor da Salvação, Jeová foi capaz de elevar Jesus com SUA DESTRA a Salvador.

      Continua...

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    6. O Apóstolo Paulo também entendia que Jeová é o Provedor da Salvação.

      “Paulo, levantando-se e acenando com a mão, disse: Israelitas, e vós que temeis a Deus, ouvi:
      O DEUS DESTE POVO DE ISRAEL ESCOLHEU NOSSOS PAIS, e exaltou a este povo no tempo em que habitou a terra do Egito, donde os tirou com braço excelso, e suportou-lhes os maus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos... Em seguida eles pediram rei, e Deus por quarenta anos lhes deu a Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim; e tendo deposto a este, elevou-lhes Davi como rei, ao qual também dando testemunho, disse: ACHEI A DAVI, FILHO DE JESSÉ, HOMEM SEGUNDO O MEU CORAÇÃO, E ELE FARÁ TODAS AS MINHAS VONTADES. DA DESCENDÊNCIA DESTE, CONFORME A PROMESSA, TROUXE DEUS A ISRAEL UM SALVADOR QUE É JESUS; havendo João primeiro pregado, antes da vinda dele, o batismo de arrependimento a todo o povo de Israel. Quando João completava a sua carreira, dizia: Eu não sou o que vós supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias.” Atos 13:16-18 e 21-25.

      “Quando tinham cumprido tudo o que dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. MAS DEUS O RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS; e ele foi visto muitos dias por aqueles que com ele subiram da Galiléia a Jerusalém, os quais agora são as suas testemunhas para com o povo. NÓS VOS ANUNCIAMOS AS BOAS NOVAS DA PROMESSA FEITA A NOSSOS PAIS, COMO DEUS A CUMPRIU PLENAMENTE A NOSSOS FILHOS, SUSCITANDO A JESUS, COMO TAMBÉM ESTÁ ESCRITO NO SALMO SEGUNDO: TU ÉS MEU FILHO, EU HOJE TE GEREI. QUE O RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS PARA NUNCA MAIS TORNAR À CORRUPÇÃO, ele o disse desta maneira: Dar-vos-ei as santas e firmes coisas prometidas a Davi. Por isso também diz em outro salmo: NÃO PERMITIRÁS QUE O TEU SANTO EXPERIMENTE CORRUPÇÃO. Na verdade, tendo Davi no seu tempo servido ao conselho de Deus, adormeceu e foi reunido a seus pais e experimentou corrupção; PORÉM AQUELE QUE DEUS RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS, NÃO EXPERIMENTOU CORRUPÇÃO.” Atos 13:29-37.

      Quando Paulo fala “O Deus deste povo de Israel escolheu nossos pais”, o Apóstolo está se referindo a Jeová Elohim de Deuteronômio 6:3 a 5 e 10, o Deus de nossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Esse é o Deus de quem Paulo está falando em Atos 13. Lembrando que esse Deus glorificou o Seu Servo Jesus conforme Atos 3:13-15, mostrando que o Deus dos Patriarcas de Deuteronômio 6:4 é um ser distinto de Jesus Cristo.

      Paulo continua afirmando o seguinte:

      “... Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, e ele fará todas as minhas vontades. Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel um Salvador que é Jesus”.

      O Deus deste povo de Israel conforme a promessa, da descendência de Davi, O Deus de Israel trouxe a Israel um Salvador que é Jesus. Logo, Jeová, o Deus do povo de Israel, o Deus de Deut. 6:4 e de Isaías 43:11 trouxe a Israel um Salvador que é Jesus. Mais uma vez afirmamos com certeza que Jeová é o único Provedor da Salvação e o Salvador Jesus é o Servo que ele trouxe a Israel para trazer a salvação. Jesus não é o Provedor da Salvação, pois o único Provedor é o Seu Pai. A origem da Salvação está em Jeová, o Pai de Jesus Cristo. É nesse sentido que Isaías 43:11 afirma que Jeová é o único Salvador, pois Ele é o único capaz de Prover a Salvação.

      Jeová por meio de Cristo trouxe a Salvação. Judas 1:25 afirma isso:

      “ao único Deus nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, seja glória, majestade, domínio e poder antes de toda a eternidade, e agora e por todos os séculos. Amém.” Judas 1:25.

      Jeová, o único Deus é nosso Salvador por (ou por intermédio de) nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por meio de Jesus Cristo que a Salvação de Jeová foi efetuada. Veja que esse verso afirma que o único Deus é um ser distinto de Jesus Cristo.

      CONTINUA...

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    7. Para confirmar que “o Deus deste povo de Israel, o mesmo de Deuteronômio 6:4 é o Pai de Jesus Cristo, vamos ler o Salmo 2 ao qual Paulo cita em Atos 13.

      “Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e ele foi visto muitos dias por aqueles que com ele subiram da Galiléia a Jerusalém, os quais agora são as suas testemunhas para com o povo. Nós vos anunciamos as boas novas da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nossos filhos, suscitando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu filho, eu hoje te gerei.” Atos 13:30-33.

      Paulo cita Salmo 2:7 para mostrar a profecia sobre a ressurreição de Jesus e mostra nesse verso quem ressuscitou a Jesus.

      “Falarei acerca do decreto: Jeová disse-me: Tu és meu filho; Eu hoje te gerei.” Salmos 2:7.

      Logo, o Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos é o mesmo Deus deste povo de Israel (Atos 13:17), o Deus de Deuteronômio 6:4. Jeová é o Deus que ressuscitou Jesus (Atos 13:30; Atos 13:33 e Salmo 2:7). Jesus foi ressuscitado pelo Deus de Isaías 43:11.

      continua...

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    8. Para finalizar, gostaria de colocar uma parte do estudo do site Unitarismo Bíblico. Eu tive por base esse estudo do site. Você pode ler esse estudo no link:

      http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=276


      PARTE DO ESTUDO DO SITE “UNITARISMO BÍBLICO”:

      Is. 49.6 “Disse mais: POUCO É QUE SEJAS O MEU SERVO, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; TAMBÉM TE DEI PARA LUZ DOS GENTIOS, PARA SERES A MINHA SALVAÇÃO ATÉ À EXTREMIDADE DA TERRA.” Esse verso também está em conformidade com At. 5.31 e mais ainda com At. 4.12

      “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome HÁ, DADO ENTRE OS HOMENS, pelo qual devamos ser salvos.”

      Então, será que por causa de uma determinada compreensão paradigmatizada de forma incorreta do que Isaías escreveu Deus estaria impedido/proibido de constituir alguém como Salvador para levar SUA salvação aos homens? Será que esses versículos não são explícitos quanto ao fato de ELE haver constituído um Salvador para levar a sua salvação não somente a Israel, mas também aos gentios?

      O Cumprimento se vê confirmado em Lc. 1.69,70 ao ser informado que Deus “…nos LEVANTOU UMA SALVAÇÃO PODEROSA na casa de Davi seu servo. Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo;”

      Perceba que Deus levantou uma salvação poderosa na “casa de Davi”, ou seja, pela via da sucessão humana, e não a própria Deidade vindo à terra para salvar o povo!

      Lc. 2.29,30 “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação,”

      Muito claramente Simeão orou louvando a Deus agradecendo o fato de ter visto a Salvação dELE. Simeão orou a Deus e não a um possível “menino-Deus” em seus braços, não havia um motivador textual bíblico, cultural ou mesmo subentendido para que aquele velho homem judeu e monoteísta fizesse uma oração a um menino achando que fosse Deus, ele orou a Deus mesmo, o Pai daquela criança e via nela a concretização da salvação de Deus. A compreensão dele é clara. Deus havia cumprido sua promessa enviando a Salvação e não vindo ELE próprio.

      At. 13.23 “Da descendência deste, CONFORME A PROMESSA, LEVANTOU DEUS A JESUS PARA SALVADOR de Israel”.

      Todos esses versos mostram que não precisamos acreditar em uma “trindade” dentro/na Deidade para sermos salvos, pois claramente se mostra que quem levantou Jesus para Salvador foi Deus, o único que poderia fazer isso por ser o único Salvador, outro não poderia constituir qualquer salvador, pois fora dELE não há salvação.

      FIM DO ESTUDO DO SITE "UNITARISMO BÍBLICO".

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    9. Isaías 43:11 e 12 afirma que Jeová é o único Salvador porque Ele é o Provedor da Salvação. Somente Jeová, o Pai de Jesus Cristo, é o Provedor da Salvação. Jesus trouxe a salvação de Jeová. A Bíblia é clara em afirmar que Jesus recebeu o título de Salvador pelo Seu Pai, Jeová (Atos 5:31). A Salvação vem de Jeová e Jesus veio efetuar essa salvação que possui origem unicamente em Deus, o Pai.

      O único Deus é o nosso Salvador por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor (Judas 1:25).

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    10. Escrito por: Carlos.

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  19. Olá Maxwell, demorei um pouco para fazer um comentário pois estava sem internet ontem. Pretendo comentar sobre o que você escreveu. Um abraço e tudo de bom pra você.

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    1. Maxwell, queria combinar contigo uma coisa. Minhas aulas na faculdade começam perto do dia 10 de Março, até lá podemos manter contato, mas depois será um pouco difícil, pois o curso é muito complicado. Vou começar o curso de Física e os comentários que eu escuto é que esse curso não é fácil. Mas até lá, vamos continuar nos comunicando sobre esse assunto, certo? Obrigado. Até mais.

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    2. Escrito por: Carlos.

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    3. Talvez durante essa semana, ou no final de semana que vem, eu gostaria de comentar sobre Zacarias 12:10 e Colossenses 2:9.

      Um abraço e tudo de bom!

      Carlos.

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  20. Olá Maxwell, tudo bem? Sou o Carlos. Eu gostaria de comentar sobre Zacarias 12:10. Você fez o seguinte comentário:

    Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito Zacarías 12:10


    A quem traspassaram?? Não foi a Deus filho?? Por que o Pai disse isto??

    Gostaria de responder seu cometário com um estudo do site Unitarismo Bíblico.

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  21. http://www.unitarismobiblico.com/1/?p=541

    Zc. 12.10

    Costumam usar Zc. 12.10 “e olharão para mim, a quem traspassaram”, cujos versos anteriores falam de Yahweh, e comparam com Ap. 1.7 “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. A partir dai concluem que Jesus é Yahweh que foi traspassado. Aqui é interessante observar que há discordância entre a ARA e a ACF para o texto de Zacarias. Esta última seguiu uma tradução literal do texto Massorético, ao passo que a ARA contextualizou a tradução e colocou “olharão para aquele”. Esse fato tornou-se mais um ponto de disputa entre os defensores de cada um dessas versões. Uma tradução como a ARC, embora literal, cria uma desconexão com o restante do texto que diz: “e pranteá-lo-ão sobre ele” quando era de se esperar “prantear-me-ão sobre mim”, pois como podem olhar para “MIM, o traspassado” e pratearem por “ELE”. A não ser que o traspassar, nesse verso, não tivesse relação material com a perfuração no lado do corpo de Jesus, mas com a dor de um Pai em ver seu filho sendo morto.

    No entanto, tal linha não justificaria a citação desse verso no NT exatamente no evento da crucificação. A ARA entendeu contextualmente a passagem de Zc. 12.10 como “e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão”; o que parece ser, de fato, a melhor leitura desse verso. O próprio texto de Apocalipse onde procuram buscar a identidade comum entre Yahweh e Jesus, confirma uma leitura na terceira pessoa. Ali se constata que os versos que citam o evento descrito em Zacarias 12.10 não o fazem no primeira pessoa. Isso indica que no contexto amplo Yahweh está falando daquele que seria traspassado e não dele mesmo, como querem os trinitaristas. De qualquer forma uma coisa contrapõe a outra, pois se aquele que foi traspassado foi visto, no caso Jesus, não pode ser Deus, pois Deus nunca foi visto (I Tm. 6.16), e se Deus foi traspassado o sentido não pode ser material, pois Deus é Espírito, o que levaria o “traspassar” para esfera espiritual desassociando o dito pelo profeta do ato de perfuração do corpo, embora explicitando a dor da morte do Filho pelo Pai.

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    1. Vale destacar (se a requisição de identidade recair na equivalência literal da tradução do texto hebraico) que nem sempre o NT segue a leitura do texto Massorético, sugerindo uma fonte diferente e, na verdade, por vezes, difere, de fato, do texto hebraico geralmente utilizado, basta lermos a citação do cumprimento profético dessa passagem em João 19.37 “E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.”, perceba “aquele” e não “a mim”. Tal leitura se harmoniza com o contexto amplo das Escrituras que dizem que Jesus foi visto, mas Deus nunca foi visto: I Tm. 6.16 “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.” Ora, se Zacarias for entendido como literal, então, estará falando do Corpo de Jesus, portanto o que é perceptível ao olho humano. No entanto versos como I Tm. 6.16, dentre outros, nega que tenha ocorrido a possibilidade de tal contemplação de Deus no evento da crucificação. Aquele que foi traspassado, nosso Senhor, estava morto e reviveu, mas há UM que não pode ser visto pelos mortais e nunca morreu, Yahweh nosso Deus.

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    2. Fim do Estudo do Site Unitarismo Bíblico.

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  22. Analisando o livro de Zacarias, encontrei um verso que mostra claramente que o Ungido é um Ser distinto de Jeová. Vamos ler esse verso:

    "Desperta, ó espada, CONTRA O MEU PASTOR e contra o homem que é O MEU COMPANHEIRO, diz Jeová dos exércitos; fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; e voltarei a minha mão para os pequeninos." Zacarias 13:7.

    Sabemos que isso se refere a Jesus. No Evangelho de Marcos, Jesus afirma que esse verso se referia a Ele:

    "Disse-lhes Jesus: A todos vós serei pedra de tropeço; pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas." Marcos 14:27.

    Portanto, Jesus é o Pastor de Jeová, o Pastor escolhido por Jeová. Jesus é o Homem que é o Companheiro de Jeová. Jesus não é o próprio Jeová. Jesus é o Pastor e o Companheiro de jeová, segundo Zacarias 13:7. Logo, isso é mais uma evidência de que Jeová e Jesus são dois Seres distintos.

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  23. Para confirmar que não foi Jeová que foi transpassado, vamos ler os seguintes versos:

    "Verdadeiramente foi ele quem tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido.
    Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos nós sarados. Todos nós temos andado desgarrados como ovelhas; temo-nos desviado cada um para o seu caminho; e Jeová fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido, contudo humilhou-se a si mesmo, e não abriu a boca. Como o cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda diante dos que a tosquiam; assim não abriu ele a boca. Pela opressão e pelo juízo foi ele arrebatado, e quanto a sua geração, quem considerou que ele foi cortado da terra dos viventes? por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido. Deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico esteve na sua morte; ainda que ele não tinha cometido violência, nem havia dolo na sua boca. TODAVIA FOI DO AGRADO DE JEOVÁ ESMAGÁ-LO; deu-lhe enfermidades. Quando a sua alma fizer uma oferta pelo pecado, ele verá a sua semente, prolongará os seus dias, e na sua mão será próspera a boa vontade de Jeová." Isaías 53:4-10.

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